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ReRAM: a próxima geração de memórias

ReRAM usam o conceito de memristores para funcionar, o que pretende trazer uma memória mais rápida e eficiente e substituir a atual necessidade de memória principal e secundária dos computadores.

06/09/2010 às 10:13

Considerados como o quarto elemento fundamental dos circuitos, juntamente com os capacitores, resistores e indutores, os memristores (memory resistors) passaram grande parte da história como uma curiosidade teórica. Não existia a tecnologia necessária para fabricá-los e pouco se sabia do seu funcionamento de fato, aparecendo só em 2006 um dispositivo funcional, nos laboratórios da HP.

Simbologia os memristores já têm.

O nome explica o funcionamento dos tais memristores: neles, quando uma corrente passa por um de seus dois terminais, ela pode aumentar ou diminuir sua resistência de forma gradual, conforme seu sentido. Se essa corrente cessa, a resistência do material não muda, sendo memorizada. Algo como a histerese magnética de determinados materiais ferromagnéticos, mas, neste caso, é a resistividade que se altera.

O que isso significa? Que memórias mais rápidas, menores e eficientes podem ser feitas. A idéia da HP é, em um futuro não muito distante, usar a tecnologia dos memristores na substituição de memórias Flash, DRAM e até memórias de massa (como os HDs). Essas novas memórias se chamam ReRAM (Resistive Random Access Memory).

Numa parceria com o fabricante Hynix, a HP já pensa em trazer essas novas memórias já em 2013. E a confiança do sucesso da empreitada está bem alta, já que a empresa diz ser possível fabricar as ReRAMs reaproveitando os processos atuais, podendo ir de um produto para entusiastas para uma memória popular em pouco tempo.

Os memristores, da teoria à prática.

Por enquanto, as memórias resistivas pretendem competir “apenas” com as memórias flash, que hoje estão presentes nos mais variados gadgets. A promessa da ReRAM é de ser dez vezes mais rápida e econômica energicamente que a memória flash, além de ter uma capacidade de reescrita bem maior (alguns pen drives mais baratos já pedem água logo quando alcançam sua milésima reescrita, mas dispositivos mais elaborados têm um ciclo de reescrita de milhões de vezes).

Porém o potencial dos memristores não para por aí, já que eles têm a capacidade de, num futuro um pouco mais distante que os das ReRAMs, tomarem o lugar das CPUs e serem uma peça única não só para o armazenamento, mas para o processamento, diminuindo o tamanho dos computadores (“Gabinete? Que gabinete?”), além de torná-los um pouco menos burocráticos, sem a necessidade de “uma tal” placa-mãe.

É claro que, como toda nova tecnlogia, já há várias outras empresas e laboratórios interessados (e pesquisando) o assunto. A Universidade Rice, por exemplo, demonstrou um processo de fabricação de memristores em silício, em contraste ao óxido de titânio, patenteado pela HP. A corrida já começou.

Fonte: ZDNet.

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