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Mudanças bacanas no API do Twitter

Twitter anuncia mudanças no uso de APIs e novas regras para encurtadores de URL.

02/09/2010 às 14:19

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Com a devida antecedência, o Twitter acaba de informar a respeito de algumas mudanças importantes que serão feitas nas próximas semanas em sua API.

Atualmente existem mais de 250 mil aplicações Web que precisam de autorização para poder interagir com o Twitter e acessar seus dados. Essas aplicações vem de diversas frentes, como Echofon, TweetDeck e Seesmic for Desktop, como também websites e aplicativos móveis. Segundo a empresa, duas grandes alterações estão previstas para vigorar de umas semanas em diante: novas regras de autorização e um novo sistema de encurtamento de links.

A primeira destas está relacionada com a adição do protocolo OAuth como mecanismo de autorização para acessar qualquer coisa via Twitter. Para aumentar a segurança, além do pedido de digitação de senha/nome de usuário normal que essas aplicações fazem para acessar o Twitter, um pedido adicional para que o acesso seja validade via OAuth também será requerido. Isso quer dizer que essas aplicações não poderão, nem que quiserem, armazenar senhas e dados para "by-passar" o processo de autenticação que, muitas vezes por saco-cheiísse a gente simplesmente automatiza.

Algumas aplicações que você já autorizou via API precisarão de nova inserção ou pararão de funcionar. Todas as aplicações autorizadas estarão disponíveis aqui e você poderá revogar o acesso API de suas apps quando bem entender.

A outra alteração já veio mais do que na hora. Por razões óbvias e também pela convenção que limita o microtexto blogado no twitter a 140 caracteres, links sempre foram um grande problema e as milhares de startups de link-shrinking inundaram a rede mundial na procura de resolver o problema (sei, e ganhar milhões de acessos de quebra). Mas até mesmo as mais sérias e bacanas ainda solucionavam o problema de espaço e arrumavam outro: segurança.

Um link totalmente obscuro e sem qualquer identificação com sua origem transforma o processo de acessar uma ligação externa em uma roleta russa. Você pode abrir um link achando que vai parar em um lugar e termina em outro completamente diferente.

A promessa é de que agora você passará a ver os links de maneira tal que será possível saber para onde você está sendo levado, mas não muito mais do que isso foi divulgado. O tom sério do press release e a devida antecipação só nos leva a crer que a questão para estar bem dissolvida. Especialmente por um novo fator: ao se clicar em um link externo por meio do Twitter (ou de alguma ware ou app autenticado) o website irá logar aquela informação e armazenar em uma rede semântica de cruzamento de dados. A expectativa é que conteúdo repetitivo demais possa indicar algum risco e seja mais rapidamente identificado.

Em contraponto, já antecipo meio que a profecia na indústria de que a rede social estaria se preparando para oferecer conteúdo comercial e de publicidade para os seus usuários. Sim, com relatórios semânticos de informação está mais do que na cara que isso vem por aí também.

É aguardar para ver.

Fonte: press-release Twitter (email).

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