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FCC propõe selo de qualidade unificado aos serviços de banda larga

Após constatar velocidades abaixo da contrada na maioria dos serviços de banda larga norte-americanos, FCC propõe selos de qualidade que mostrariam como a banda larga se comporta na média.

19/08/2010 às 13:01

O FCC, órgão que regula a área de telecomunicações nos Estados Unidos, anunciou que a maioria dos serviços de banda larga no país entregam, em média, apenas 50% da velocidade anunciada.

Não vou me estender demais, porque se você mora no Brasil já deve saber o que é receber (bem) menos que o contratado, mas basicamente o que o órgão norte-americano encontrou foi que a velocidade média anunciada nos EUA em 2009 era de 6,7 Mbps, enquanto a velocidade relatada pelos usuários chegava a pouco mais de 3 Mbps. Metade da velocidade, para o bom entendedor.

Para a análise, o FCC usou dados do Akamai e do comScore. A ideia é fazer testes mais precisos sob os cuidados do próprio órgão regulador, usando pequenos medidores por um determinado tempo, em diversas casas de usuários de banda larga americanos.

Na espera pelos dados da pesquisa, uma proposta interessante rola pelos corredores da agência: a criação de “selos de qualidade”, que mostrem a velocidade contratada, a recebida de fato (em média) e o uso que pode ser feito com a velocidade existente. Ah, e claro, “estrelinhas” de 1 a 5, que levam em conta tudo isso e mais um pouco (como o preço cobrado por cada velocidade, por exemplo).

Selos propostos pelo FCC.

O objetivo de tais selos seria servir de alternativa a nem sempre precisa velocidade máxima anunciada ao usuário e forçar os serviços de banda larga a ou anunciar velocidades mais concretas a suas capacidades, ou melhorar as ligações de rede existentes para então poder divulgar as suas cinco (suadas) estrelinhas.

Não é exatamente o método mais preciso para expor a qualidade do serviço, como o Ars Technica cita. A New America Foundation, instituto de políticas públicas dos EUA, propôs já no ano passado um padrão mais detalhado do serviço que cada banda larga presta, que contém não só a velocidade máxima contratada e a mínima recebida, mas o tempo disponível (uptime), a latência máxima (ping), e os limites impostos pelo serviço, como franquia de consumo e taxas.

Resumo de qualidade proposto pela New America Foundation.

Esse segundo tipo de resumo prático da banda larga realmente viria a calhar, já que apresenta outros dados técnicos relevantes e que influenciam bastante na qualidade do serviço, ao contrário do simples arroz-com-feijão (downstream/upstream) anunciado pela maioria dos ISPs.

Enquanto isso, no lado brasileiro do mundo, o projeto da ANATEL para garantir pelo menos 50% de banda garantida no horário de pico (sim, os mesmos 50% que os outros países buscam fugir) e 70% o resto do dia, além de garantir um uptime de pelo menos 98% continua aberto. No entanto é provável que essa porcentagem mude para bem menos, devido às falácias das operadoras, que dizem que isso é IMPOSSÍVEL por dificuldades técnicas.

Infelizmente ainda estamos longe de qualquer selo, principalmente o de qualidade, nas nossas bandas “largas”.

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