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Tenha lições de Street Fighter IV (por um preço)

Alguns dos melhores jogadores de Street Fighter do mundo dão aula sobre o jogo através das redes online dos consoles.

10/08/2010 às 10:02

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Vou contar uma coisa para você, caro leitor do Meio Bit Games, eu temo pelo futuro da humanidade. Lembro muito bem de uma época em que éramos obrigados a andar algumas quadras, entrar em um botequim sujo, cheio de sujeitos mal encarados e gastar todo o nosso dinheiro da merenda em fichas para tentar aperfeiçoar nossas habilidades em um fliperama do Street Fighter II. Esse processo poderia ser equiparado a formação dos espartanos, nos tornando pessoas melhor preparadas para as dificuldades da vida e nos davam um status de semideuses.

Hmmm, ok, talvez o resultado não fosse bem esse e tudo o que escrevi não passe de uma alucinação da minha desgastada memória, mas o fato é que essa nova geração de gamers está encontrando muita facilidade ao não precisar encarar um Battletoads, um Ghouls 'n Ghosts ou um malandrão que escolhe o Guile num Street Fighter de rodoviária só pra encher a tela com milhares de “Alex Full”.

Uma demonstração da aguinha com açúcar dos tempos atuais é o serviço ofertado por alguns dos maiores jogadores do mundo de Super Street Fighter IV. Pagando algo entre 40 e 50 dólares, você terá uma hora de aula através da Xbox Live ou Playstation Network com nomes como Justin Wong, Ryan "Gootecks" Gutierrez, Mike Ross e Martin "Marn" Phan, que confesso não conhecer, mas seria capaz de apostar que levariam uma verdadeira coça de qualquer um daqueles moleques que eu via sentados na calçada esperando a birosca lá perto da minha antiga casa abrir quando eu estava indo pro colégio, quase de madrugada.

Bons tempo aqueles em que não tínhamos uma internet para nos separar dos nosso adversários, que os macetes do International Super Star Soccer eram aprendidos após perdemos diversas partidas seguidas e que a sensação de ver uma cabeça sendo arrancada do corpo, com coluna e tudo, em um fliperama era motivo de conversa durante uma semana na escola. Hoje em dia tudo acontece rápido demais 🙁

[via Siliconera]

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