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O Mundo versus a Apple

Microsoft, Dell e Apple e suas propagandas provocativas.

10/08/2010 às 9:15

Lá pelo meio dos anos 90, era moda era (e o Dvorak adorava) dizer que a Apple ia mesmo fechar as portas, que a qualquer momento a última pá de cal seria jogada sobre o caixão dos Macs e que o Pomar seria derrubado e concretado, pois seus micros usariam o Windows como sistema operacional.

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É claro que, enquanto a fatia de mercado da Apple encolhia e seu balanço fechava no vermelho (vermelho-paixão, se você for um usuário da marca), o culto à marca ganhava (ainda mais) força. Sabem como é, o ser humano tem a tendência a torcer pelo lado mais fraco… vejam como o Atlético Mineiro tem torcedores. Mas, continuando: a lenda (ou o campo de distorção da realidade de Jobs), juntamente com a propaganda, fazia todo mundo (ou quase) acreditar que os Macs eram mais rápidos, mais bonitos, mais seguros, mais mais mais mais que os PCs. Verdade? Mentira? Depende do lado que se vê…

pentium-snail As propagandas do tempo dos PowerMacs, como essa aí do lado, por exemplo, mostravam que os processadores RISC da Motorola/IBM eram coisa de outro mundo, verdadeiros "devoradores de Pentiums". Mesmo.

Era comum, por exemplo, dizer que o AltiVEC era “dezenas de vezes” mais rápido que o MMX. Para os iniciados, era como mostrar que o céu era azul. As condições dos testes, detalhes técnicos… nada disso importava, claro.

Explicar, mais tarde, por que processadores INTEL eram, de uma hora para outra, mais rápidos nas carcaças Apple, foi um dos maiores desafios do Marketing moderno. Campanhas como “Think Different” e, mais recentemente, “I’m a Mac / I’m a PC”, fizeram a alegria de macintóxicos ao redor do globo.

Hoje, com a Apple tendo um valor de mercado por volta dos US$ 239 bi, contra US$ 222 bi da Microsoft, fica difícil não olhar para trás e dar uma risadinha sarcástica. E fica ainda mais difícil entender o ranger de dentes entre (eu ia dizer “as frutas”, mas os ânimos andam exaltados e os usuários, sensíveis) os consumidores do Pomar, quando a MS lança uma campanha do tipo “PC versus Mac” ou a Dell ataca com a sua página “Apples to Apples”.

Ambas fazem comparações às vezes exageradas? Certamente. Mas isso não é novidade na publicidade… (e, olhando pelo lado positivo, o que importa se o Mac não toca Blu-rays?). Vejam, por exemplo, a página da campanha “Why you’ll love a Mac”: “Macs não contraem vírus de PCs”. Duh! Meu antigo CP/M 80 também não, Bidu!

A campanha da Dell é um pouco mais… “apelativa”, já que tem algumas inconsistências (mais que exageradas) nas comparações (para citar um exemplo: repararam que não mencionam o tempo da bateria?). Talvez a “pressa” na seleção de ítens a se comparar deva-se à divulgação dos números de uma pesquisa que mostra a Apple passando a Dell como marca preferida de notebook entre universitários norte-americanos (ou estadunidenses, como preferirem).

Mas nada que justifique o chororó dos usuários… vamos lá, pessoal, espírito esportivo! Quando a Apple chutava a Intel, todo mundo (menos a Intel) achava “o máximo”. Agora, falam que a Microsoft está espalhando FUD por aí…

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