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Ao comprar Rare, MS queria ampliar público do X360

Executivo da produtora inglesa disse que o objetivo sempre foi suavizar imagem do console da Microsoft.

03/08/2010 às 16:15

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Há alguns dias o nome da Rare, estúdio responsável por verdadeiros clássicos como Battletoads, Donkey Kong Country e GoldenEye 007 foi cercado por uma quase polêmica. Um dos maiores e mais importantes site de fãs da empresa revelou que fecharia as portas, primeiro pelo fato de que o estúdio se negou a participar de um documentário em comemoração aos seus 25 anos, o que seria o maior projeto do fã clube. O segundo motivo seria a descrença dos envolvidos no rumo que a produtora estava tomando, dedicando seu tempo a criação de avatares e jogos casuais para o Kinect.

Mas se você também acha que os ingleses deveriam voltar a fazer jogos mais casca grossa como o Killer Instinct e Conker's Bad Fur Day, é bom começar a aceitar a dura realidade. Segundo George Andreas, diretor criativo da companhia, assim que a Microsoft fechou o acordo de 375 milhões de dólares que garantia a aquisição da Rare, o objetivo passou a ser ampliar o público do Xbox.

Eles certamente não precisam de outra desenvolvedora criando outro Halo. Quando lançaram o Xbox 360 nós tínhamos dois títulos: Kameo, que visava essa ampliação e tínhamos o Perfect Dark. Com o passar do tempo tivemos o Nuts & Bolts, Viva Pinata, os avatares… Todos esses eram maneiras de aumentarmos o público e dar ao Xbox uma cara mais suave.

Pensando no assunto como negócios, fica difícil não concordar com a opinião de Mr. Andreas e fico com a sensação de que o objetivo era ajudar a Microsoft a se tornar uma nova Nintendo, com franquias cheias de carisma e personalidade, o que não acredito que tenha acontecido. Para muitos o que acabou acontecendo foi uma queda na qualidade dos títulos do estúdio e naquilo que parece ter sido um dos maiores desperdícios de potencial da história dos games.

[via Eurogamer e CVG]

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