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Bioware de olho nos casuais

Para BioWare, consoles são o passado e há a necessidade de se investir nos casuais.

15/07/2010 às 12:41

dori_bio_15.07.10

Talvez eu esteja equivocado, mas tenho quase certeza que se lhe pedir para listar algumas produtoras que tem a cara de jogos casuais, você dificilmente citará a BioWare. Ao longo dos anos essa empresa vem conquistando seu espaço ao disponibilizar RPGs complexos, com intricados diálogos e que exigem bastante dedicação por aparte dos jogadores. Mas se você gosta disso, é bom começar a aceitar o fato de que o portfólio dos canadenses deverá receber uma boa quantidade de títulos mais simples em pouco tempo.

Palestrando durante a Develop Conference, Greg Zeschuk, um dos fundadores da companhia falou sobre o fim dos consoles, da produção de um MMO de menor escala e da necessidade de expandir seus horizontes.

Cada ano diminuiu um pouco, não dá mais para culpar a economia. Nós obviamente estamos trabalhando no Star Wars: The Old Republic, um grande MMO, mas também estamos trabalhando em um MMO menor

Temos explorado vários tipos diferentes de jogos, fizemos algumas coisas para o Facebook, fizemos um Mass Effect para o iPhone. Não foi um dos melhores – as pessoas nos mostraram isso. Aprendemos da maneira difícil. O aprendizado aqui é que precisamos iterar. O time voltou e fez alguns jogos melhores que nunca foram lançados. MMOs de larga escala, de pequena escala. Continuaremos fazendo jogos de ponta para consoles, mas também iremos explorar de uma maneira agressiva.

O futuro não necessariamente está nos consoles. Eles são o passado. Será algo forte daqui para frente, mas o futuro está nessas empresas iniciantes.”

O que tudo isso significa? Que mais uma grande empresa aposta que em pouco tempo não veremos o lançamento de novos consoles e de que o dinheiro está mesmo nos jogos mais simples. Investe-se pouco, lucra-se muito. Não acredito que um dia só veremos jogos como Wii Sports e Farmvilles sendo produzidos e devemos olhar para o comentário como o de uma empresa que, é claro, visa o lucro e acho isso válido.

A minha maior preocupação é: Ao investir nesse novo ramo, os jogos causais, será que as produtoras não poderiam pensar também em expandir os jogos como forma de arte e não apenas em engordar seus cofres? Ao entupir o mercado com jogos superficiais e de qualidade duvidosa não corremos o risco de chamar a atenção dos novos jogadores, mas que logo enjoarão do passatempo e acabarão encontrando outra forma de entretenimento? Isso sempre me faz lembrar do crash de 83.

[via GamingBolt]

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