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Apple procura novos Geo-meios...

Apple adquire Poly9 na surdina. Quais os planos?

15/07/2010 às 17:05

De acordo com o períódico canadense Le Soleil, a Apple acaba de comprar uma empresa de Quebec especializada em geo-mapeamento online chamada Poly9.

Em casos de aquisições de médio e grande porte, talvez as demissões e sub-operações sejam as lidas mais indigestas em praticamente todas elas. Contra a onda - e por motivos ainda a serem melhor esclarecidos com o tempo - a maioria maciça dos funcionários da Poly9 não foi demitida ou absorvida em alguma sub-operação local como mais frequentemente acontece. Pelo contrário, o artigo traduzido que dá conta da compra informa que praticamente todos os funcionários da empresa foram realocados do Canadá para os escritórios da Apple em Cupertino, Califórnia (... nesse caso, mais barato transferir do que treinar ou qual seria o lance?).

O Apple Insider adicionou em nota que o website da Poly9 está atualmente fora do ar justamente por conta das modificações provocadas pela discreta aquisição da empresa, embora algumas partes do website Poly9 Globe ainda estejam acessíveis aos usuários.

A Apple parece não deixar muito clara qual é a sua postura em relação à sistemas de geo-localização. Claro, mantém um acordo baseado em necessidades mútuas com o Google Maps e nunca publicou nada a respeito nessa direção. Sempre silenciosa ao extremo, a marca tem lá seus méritos de louvável êxito no quesito "shoosh it all"', Não deve ser fácil fazer com que tantas pessoas fiquem caladas até o momento certo.

Pessoalmente, acho que a Apple acaba muitas vezes ganhando injustificadamente a fama de super inovadora, quando na verdade isso muitas vezes advém de seu notável talento para criar muito barulho e ficar quieta até que a idéia "semi- nova" seja de fato lançada, sempre esmurrando investimentos pesados em tecnologia e hardware goela abaixo do mercado. Bons produtos. Vale. Funciona (vide seus resultados inquestionáveis). Ou isso, ou o silêncio tático é fruto de advogados com uma redação jurídica perfeita para escrever os termos em letra nano-miúda para contratos de non-disclosure até para a faxineira do andar do prédio...

Entretanto, essa não é a primeira compra da Apple no mercado de geo-tech. Anteriormente, a empresa adquiriu a Placebase, competidora direta da Google (Maps) que se vale de um api bem bacana chamado PushPin. o Api integra(va?) dados adicionais aos queries de busca como informações demográficas, números segmentados de vendas locais e até indicadores de criminalidade, performance escolar, números imobiliários - just go crazy. O que você imaginar o api pesca(va?). Todavia, depois que a Apple a adquiriu, não se ouve falar do promissor API. Ou ponto-sem-nó (nah nah, dona Ioná!); ou algo está cozinhando em banho-maria nessa sua panela de novo.

Há quem goste, há quem odeie. No final, o resultado global silencia os dois lados. Por exemplo, mapeadores existem aos montes. Vejo sempre a mesma fórmula de atuação da Apple (e outras marcas de sucesso como a Nike, Facebook, etc...):

1) produto atual + 2) novidade (comprada/criada/whatever) = 3) o negócio da Apple.

Simples... goste ou não, é só isso.

Mas agora, haveria relação com a compra da Poly9? Steve diz... nada! (para variar, mas a gente questiona...). Mas até que faria todo o sentido, uma vez que o real diferencial da Poly9 também é a agregação de dados estatísticos, só que que nesse caso, com um adicional: Javascript.

"Pense no Poly9 como um globo terrestre 3D escrito em Javascript que pode ser totalmente manipulado para que seu eixo e pontos de rotação sejam alterados com o movimento do seu mouse. Adicionalmente, o software oferece ao usuário as suas principais estatísticas e as relaciona com outras locações virtuais. Basicamente, é um Google Earth multi-plataforma/OS; só que no seu navegador - sem downloads" conforme informam.

Hmmmm... Seria esse o próximo cozido da Apple?
O Poly9 também está oficialmente descontinuado, mas se você quiser ver como ele funciona ainda pode fazê-lo via um website parceiro, o ConduitLive.

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