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É japonês, vibra e você ficou com curiosidade de experimentar, que eu sei!

Parece, mas não é. Conheça um altofalante diferente (em vários aspectos).

28/06/2010 às 9:10

não é o que parece, mas que parece, parece

Calma, o Meio Bit não se tornou um portal de conteúdo educativo ou uma madrugada no Multishow, ainda mantemos um mínimo de decoro, compostura e respeito à tradição, família e propriedade.

Isso não nos impede, entretanto, de divulgar produtos que em mentes sujas como a SUA, caro leitor (notem que exclui as leitoras), parecem ter finalidades alienígenas ao conceito original de seus criadores.

Como o iMu Vibrating Speaker, mostrado acima, que vibra, é portátil mas é especificamente projetado para proporcionar apenas através dos orifícios na lateral de sua cabeça.

Pela cara ela também não entendeu pra quê serve

Apesar da aparência suspeita o negócio é um... altofalante. Só que diferente. Nos modelos tradicionais um campo magnético faz vibrar um diafragma, essa vibração é transmitida através de meios sólidos, líquidos e gasosos (provavelmente também através de plasma mas estou com preguiça) e é o que convencionamos chamar de som.

Nos altofalantes vibratórios não existe diafragma. Um mecanismo transmite a vibração direto para um objeto sólido, que por sua vez vibra e então o som é gerado.

A ideia é que mesas, janelas, top models do SPFW e superfícies planas em geral sejam utilizadas como diafragma, vibrando e emitindo som. Em teoria é algo excelente, tanto que há dezenas de modelos no mercado, todos eles menos porno-eróticos que o iMu Vibrating Speaker, mas na prática a boa e velha Física vem atrapalhar, como sempre. A faixa de frequências que um humano médio consegue ouvir fica entre 20Hz e 20KHz, o iMu começa em 70Hz, então diga adeus aos sons muito graves.

Também há o problema da superfície. Um diafragma de alto-falante é projetado para apresentar uma curva de desempenho que englobe a maior faixa possível de frequências, mesmo assim temos os alto-falantes especializados, como tweeters e subwoofers para atender os extremos do espectro. Já mesas, janelas, portas e pontes em Tacoma apresentam uma faixa de frequência mais específica. Da mesma forma que papel celofane, diferentes materiais e objetos filtram determinadas frequências, alterando profundamente o som. Veja o nosso (quer dizer, seu) iMu Vibrating Speaker em ação (e note como o som varia de objeto para objeto):

Isso quer dizer que ele é inútil? Não necessariamente. Um audiófilo teria filhos coloridos pelo nariz perto desse tipo de dispositivo, mas a idéia de ter um alto-falante minúsculo para usar na rua em uma apresentação é bem interessante. Como vem com plugs P2 padrão, qualquer celular decente pode ser usado como fonte de sinal de áudio, e o efeito cool não pode ser desprezado. Mesmo assim sugiro veementemente que você NÃO compre o seu na Thanko, por US$ 49,00. Há modelos mais discretos e não tão comprometedores, até porque quando o pessoal do aeroporto ver esse negócio na sua mochila talvez não perguntem a utilidade e prefiram conclusões precipitadas..

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