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Amazon e o protocolo DPLDPC

13/06/2010 às 11:49

Imagine a cena: você tem 1TB de dados para replicar em um datacenter em São Paulo. Sua empresa fica no Rio. Comofas\?

Se você for lentinho, digo, especial abrirá uma conexão FTP e subirá os dados para o servidor. Claro, se sua empresa tiver um link de 10Mbits levará 13 dias para terminar o serviço, com consumo médio de 80% da banda.

A alternativa é copiar tudo em um HD, enfiar em um SEDEX e no dia seguinte pela manhã estará nas mãos capazes do pessoal do lado de lá. Qual o truputi? 1000GB (usando matemática de fabricante de HD) / 24 = 41GB/h Não há nada em termos de link comercial a preços razoáveis que dê esse tipo de velocidade. Ponto.

Mesmo dentro de empresas um HD portátil com porta eSata é ordens de magnitude mais rápido que uma rede local de 100Mbits, mas tendemos a desconsiderar essas soluções óbvias. Tanto que a maioria acha caro o preço que a Amazon cobra para transporte e importação de dados via dispositivos externos.

Os datacenters S3, o serviço Amazon de armazenamento de dados e servidores de alta performance já tem todo o processo otimizado. Usando a calculadora do site, um HD de 2TB do Brasil seria importado em 26h, com custo de $80 por HD, $64 pela transferência e $56 pelo frete de volta, totalizando US$201, pode parecer muito (não é) mas se você subir via link de 10Mbits levará 26 dias, e o custo da transferência ficará em $204, pela Amazon.

Portanto por mais estranho que pareça enfiar um sujeito num avião com um HD na mochila pode ser muito mais em conta em termos de agilidade, throughput e custo do que simplesmente transmitir os dados via link.

Mas vá explicar isso pro seu chefe...

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