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Giroscópios: iPhone 4 corrige imperdoável falha de projeto do iPad

10/06/2010 às 16:42

Quando publicamos o post denunciando a terrível falha do iPad mostrando como ele era limitado e ao contrário do Linux restringia por design o usuário, forçando-o a passar toda sua existência miserável na superfície da Terra, não achamos que Steve Jobs resolveria o problema tão rápido.

Só que resolveu. O iPad 1.0 não funciona em ausência de gravidade, mas o iPhone 4, por utilizar um giroscópio, não terá problemas quanto a isso.

O conceito de giroscópio é extremamente simples: Baseia-se da preservação de momento angular, um dos princípios básicos da Mecânica. Da mesma forma que demanda energia parar um objeto em movimento retilíneo, alterar o ângulo de rotação de um objeto também exige.

Quando o rotor de um giroscópio é acionado, ele se alinha com um plano Absoluto em relação ao Universo. Na posição que foi girado, vai ficar. Se você prender esse núcleo com anéis, permitindo que se movam nos 3 eixos, terá uma referência fixa pela qual se guiar. Veja:

isso é física pura, não demanda eletrônica, nada. Os giroscópios foram inventados no século XIX, mas os antigos gregos poderiam perfeitamente ter criado um. Talvez o tenham feito, mas nunca saberemos, dado o passatempo humano de queimar instituições como a Biblioteca de Alexandria.

O pouso na Lua (na verdade toda a corrida espacial) só foi possível graças aos giroscópios, que já eram usados nos sistemas de navegação inercial dos aviões da época, e o são até hoje, pois GPS é bom mas nada como um bom e velho giroscópio para garantir precisão e segurança.

Veja neste vídeo um exemplo da conservação de momento, como enquanto possui energia para tal o giroscópio se mantém alinhado. A mágica se resume a uma roda de bicicleta bem lubrificada, uma corda e um cérebro:

Lindo, não? E o melhor, funcionam no espaço. Veja no próximo vídeo, como um simples CD Player (algo que os Antigos usavam, antes da invenção do iPod) pode ser usado para demonstrar o efeito giroscópico em gravidade zero:

O giroscópio do iPhone 4 é diferente, é da categoria dos MEMS - Microelectromechanical systems, mas está sujeito às mesmas Forças fundamentais que os outros modelos. Eles NÃO substituirão os acelerômetros, são equipamentos com utilidades diferentes e complementares.

Quanto ao iPhone 4, ele tem o mérito de ser o primeiro celular com giroscópio, mas equipamentos de consumo já usam esse tipo de sensor. O Wii Motion Plus, por exemplo.

O mérito maior da Apple é justamente prestar atenção nesse tipo de recurso disponível e integrá-lo, mostrar o que dá pra fazer com ele. Pois ter idéia é fácil, a Nokia enfiou acelerômetros no N95 mais de um ano antes do lançamento do iPhone (só não forneceu drivers, mas isso é um detalhe). Já os giroscópios, bem, em 2003 uma StartUp finandesa de nome MyOrigo propôs e demonstrou um protótipo de giroscópio para celulares, com interface e tudo.

Se DURANTE SETE ANOS nenhuma outra empresa se interessou, NINGUÉM lançou nada, a culpa é da Apple? A tecnologia estava aí, quatro anos ANTES do lançamento do iPhone original.

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