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Dreamworks: Animações em tempo real em 2012

08/06/2010 às 16:58

Logo após Gasparzinho chegar aos cinemas, no remoto ano de 1995 o Centro Cultural Banco do Brasil fez uma mostra de animação com convidados bem legais, incluindo uma equipe da Industrial Light and Magic. Durante a palestra de Janet Healy comentou dos avanços na área. Os computadores que haviam produzido os efeitos visuais de Exterminador do Futuro 2, em 1991 não foram usados em Gasparzinho, 1995, mas ainda eram úteis. Como servidores de email da ILM.

15 anos depois as especificações daquelas máquinas são uma piada, mas as exigências aumentaram tanto que os frames ainda levam horas para renderizar. Exceto no campo das animações.

Claro, ninguém sonha em um Toy Story em tempo real, mas o que mais vemos por aí são desenhos animados feitos em Flash (nem de longe um exemplo de otimização de máquina) rodando em tempo real.

Por isso a afirmação de Jeffrey Katzenberg, CEO da Dreamworks Animation não é para ser descartada como bravata ou coisa de leigo: Ele disse que um filme que hoje leva 8 horas por frame para ser renderizado será gerado em tempo real por volta de 2012.

A Dreamworks está trabalhando junto com a Intel testando workstations com tecnologia Larrabee, chips que integram CPUs e GPUs, tudo multicore, multiprocessador, um avião.

Acontecerá? Claro. Os gráficos do JOGO TRON são bem melhores que os do filme original. Mesmo Toy Story, para citarmos a Pixar e nivelarmos o teto da qualidade em animação, pode ser renderizado em tempo real por qualquer nVidia ou ATI high-end.

Em alguns casos mesmo quando representa situação real o gráfico acaba sendo "reduzido", vide as fases no Modern Warfare onde você comanda um UAV ou um AC130.

Não acredito que a velocidade de renderização já influenciar na velocidade com que os filmes são lançados. Na verdade influenciará a qualidade, pois mais alterações e retoques serão possíveis sem horas, às vezes dias entre solicitação e produção.

Nos primórdios da animação computadorizada muita coisa foi improvisada, muitas limitações tolhiam os criadores. Hoje não é preciso mais fugir de elementos como água e fogo, ocultar cabelo e brigar com tons de pele. Com isso os roteiristas são cada vez mais livres.

O que me lembra a pergunta que fiz, lá em 1995 para a produtora de efeitos visuais Janet Healy: "Com a tecnologia que vocês tem hoje, o que Lucas ou Spielberg pediriam que você negaria? O que é impossível de fazer com o que há hoje no mercado?"

Ela respondeu que "Steve" era uma gracinha e ela jamais diria não a ele. Então assumindo um tom sério falou que depois de Exterminador 2 e Gasparzinho, dada verba suficiente a ILM poderia fazer Qualquer Coisa.

Arrepiou.

Fonte: Extremetech

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