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Presidente da EA explica decadência da série MoH

Lançamentos num curto espaço de tempo e falta de inovação prejudicaram a franquia.

05/05/2010 às 17:54

dori_moh_05.05.10

Acredito que um dos meus grandes momentos com os videogames foi quando coloquei pela primeira vez no meu Playstation o CD do Medal of Honor. Até então eu não era muito fã dos FPSs, mas como já adorava qualquer coisa que tivesse a ver com a Segunda Guerra, foi amor a primeira vista. Percorrer os corredores do jogo embalado pela trilha sonora do mestre Michael Giacchino e aniquilando nazista era uma experiência ímpar, mas quando a Activision lançou o Call of Duty, a série da EA entrou em parafuso e não conseguiu acompanhar a qualidade da concorrência.

Ao ser questionado pelo site Gamasutra sobre a decadência enfrentada pelo MoH, o presidente da produtora, Frank Gibeau, deu uma declaração que me pareceu bastante sincera e coesa.

Acho que qualquer franquia que esteja no mercado há muito tempo cai numa na rotina e ao ter jogos lançados anualmente, acabam ficando sem inovação. As equipes se dedicam a um game todos os anos e acabam se cansando, ficando sem tempo, sem fôlego para inovar e correr novos riscos. Essa é minha opinião do porque a franquia desmoronou.

Também acho que o componente online não tem recebido a devida atenção. Qualquer shooter que se preze deve ter um modo online que se destaque e penso que o Battlefield: Bad Company é um belo exemplo disso, assim como o Modern Warfare 2 e certamente o Halo. O poder de uma franquia cujo gênero seja o dos shooters está no componente online e em seus modos."

Ainda sobre o novo Medal of Honor, seu lançamento foi confirmado para o dia 12 de outubro e o parte online do jogo está a cargo da Dice, mesma produtora que criou o Bad Company 2, portanto, acho que não precisamos nos preocupar com a sua qualidade.

[via 1UP]

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