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Venda de música em arquivo: fim da ilusão?

03/11/2005 às 18:35

As vendas estão se estagnando. No maior mercado do mundo, os EUA, a venda legal de download de músicas triplicou no ano que antecedeu o mês de maio, com 6.6 milhões de downloads por semana. Animadora notícia para a indústria fonográfica, não? O problema é que, 5 meses depois, este número cresceu para apenas 6.7 milhões de downloads por semana em outubro. E o único serviço que se pode dizer que teve algum sucesso até hoje, embora magro se comparado às vendas de CDs, foi o iTunes da Apple. A Napster por sua vez tem experimentado apenas prejuízo segundo as últimas notícias. O problema da Napster é que ela "vive" da venda de downloads de músicas. Já a Apple e outras empresas lucram vendendo outros produtos associados, como o iPod. Não bastasse isso, a indústria fonográfica também não está nem um pouco satisfeita com os lucros obtidos e tem pressionado a Apple já há um bom tempo para aumentar os preços de suas músicas. Provavelmente o que ocorre é que o modelo de venda "por música", mesmo que "desse certo", não substitui, para a indústria, o antigo modelo dos álbuns, aonde se vende 2 ou 3 músicas "boas" pelo preço de 15.... Se já está ficando difícil vender músicas a 1 dólar cada, imagina se ficar ainda mais caro. É por essas e outras que eu creio que a indústria fonográfica, com sua política de processar milhares de usuários que usam redes p2p, está apenas querendo ganhar tempo e um dinheirinho a mais dentro dos velhos moldes enquanto ainda pode, pois sabe que o inevitável é a música se tornar gratuita.

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