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CDs e download: diferenças entre Brasil e EUA

19/03/2010 às 14:42

Dia desses, apenas a título de curiosidade, pesquisei sobre como está a questão do download legalizado de músicas no Brasil. Peguei dois CDs para comparar: Minutes to Midnight, da banda Linkin Park, e Konk, da banda The Kooks, e passei por duas lojas que vem CDs (mídias físicas), e duas que os disponibilizam via download. Veja a tabelinha comparativa:

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Vemos que há um certo equilíbrio no primeiro CD, mas no segundo, por mais incrível que possa parecer, o download é mais caro que a mídia física. Para piorar, ambos os títulos analisados, na modalidade de venda via download, são comercializados no padrão *.wma , o que se traduz, nesse caso, como conteúdo protegido por DRM.

A indústria fonográfica reclama da pirataria, mas parece não fazer muito para mudar esse quadro. Uma música distribuída via download, pela Internet, dispensa uma série de despesas, como custo de produção, estocagem, logística, dentre outros. E… DRM!? Sério mesmo que eu compro a música e preciso ficar atento a quantos computadores podem executá-la, quantas vezes posso gravá-la, e por aí vai?

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Nos EUA a situação é diametralmente oposta. Tanto que, numa medida desesperada, o Universal Music Group pretende derrubar ainda mais o preço dos CDs, além de oferecer conteúdo exclusivo, para tentar salvar, ou ao menos desacelerar, a migração de usuários do meio físico para o digital.

CDs entre US$ 6,00 e US$ 10,00 é a promessa do UMG para o próximo trimestre. Nesse caso específico, o conglomerado detém os direitos/lucros de downloads e streaming, mas mesmo assim continua investindo em CDs, mídias físicas, devido ao lucro maior. Mesmo o mais barato dos CDs da Universal dá um lucro de 25%!

Sinceramente, não sei quais as margens de lucro das gravadoras, nem dos artistas, de nenhum dos envolvidos aqui no Brasil, mas acredito que, jogando com o consumidor, e não contra ele, todos sairíamos ganhando. Baixem os preços das músicas via download, dos CDs, incentivem a população a comprar. Querer recuperar os prejuízos que 90% da população que pirateia gera, em cima dos 10% que compram música, é algo tão estúpido quanto privar quem compra um jogo de… jogá-lo.

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