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A violência é mesmo indispensável?

18/03/2010 às 9:08

A discussão sobre utilização excessiva de violência nos jogos talvez nunca chegue ao fim e qualquer pessoa que tenha jogado algum dos God of War sabe que a saga vivida por Kratos não pode ser considera um passeio no parque.

Como o terceiro jogo da série foi feito para um console com capacidade para de mostrar um banho de sangue bastante realista, Steve Caterson, produtor sênior da Sony Santa Monica, falou um pouco sobre o perigo de chocar ao colocar o protagonista mutilando, estripando e estraçalhando seus inimigos.

Acho que nós tentamos duramente seguir um de nossas orientações chave que foi definida quando estávamos fazendo o God of War e que era ‘Não faça nada que não se encaixe ao personagem.’

Não faça nada apenas para ser sensacionalista. Não faça nada apenas para ser controverso. Deve haver um propósito e uma razão para as ações e representações mostradas na tela.

Como o game gira em torno de um ex-soldado acostumado as atrocidades do campo de batalha e que busca vingança, fica um pouco mais fácil aceitar as atitudes do personagem, que passa todo o jogo matando, inclusive civis, com requintes de crueldade, mas será que não haveria outra maneira de contar a mesma história?

Isso me fez lembrar do filme Violência Gratuita, uma das produções mais perturbadoras e angustiantes que já vi, que cumpre muito bem o seu papel de chocar apenas sugerindo os atos mais violentos.

dori_gow_18.03.10

[via Gamasutra]

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