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PubSubHubbub chega ao WordPress.com. E o Twitter com isso?

08/03/2010 às 20:01

Lembra do PubSubHubbub (diga isso três vezes bem rápido e Bettlejuice aparece!)? Naquele post, comentei algums serviços de blogs que já suportam o protocolo, bem como o fato do Google Reader também fazê-lo. Sendo algo que depende que as duas pontas, blog e agregador de feeds, dê suporte, estava ali uma gigantesca vantagem do PuSH (vamos abreviar assim, ok?) frente ao seu talvez único concorrente, o RSS Cloud.

Dias mais tarde, foi a vez do WordPress.com, anteriormente fechada com o RSS Cloud, anunciar que dará suporte ao PuSH. Da noite para o dia, mais de 10 milhões de blogs, quando associados ao Google Reader, tornaram-se mecanismos de publicação em tempo real. Esse termo, “tempo real”, remete-lhe a alguma coisa?

Sim, o Twitter. A ascenção do PuSH freou uma movimentação que notamos em novembro do ano passado: o uso do microblog, principalmente suas listas, como substituto aos velhos e demorados agregadores de feeds. Agora, uma potencial vantagem do passarinho azul cai por terra, e até reverte-se em favor dos feeds, já que, dependendo do sistema utilizado para promover posts no Twitter, o texto demora mais para aparecer lá do que no GReader.

Problemas outros e específicos à parte, a ampla adoção do PuSH por serviços de blogs e Google Reader deu fôlego novo aos feeds, até então ameaçados de cair em desuso frente ao Twitter. As ferramentas sociais que o Google constantemente aprimora no Reader, somadas ao Buzz que puxa recomendações do agregador para o streaming do usuário, também deram uma boa revigorada nele.

Eu já era defensor dos feeds enquanto ferramenta para acompanhar sites e blogs, em especial devido à ausência de ruídos (um perfil de site no Twitter, em regra, não fica só repassando links dos posts do site), e à centralização que ele me permite. A disputa ficou ainda mais acirrada. Mesmo não sendo a função primordial do Twitter, é notória a influência da comunidade nos rumos da ferramenta. A dúvida é: @biz, @ev e sua turma vão “comprar” essa briga? Ou evitarão um choque com o Reader, bem ou mal, um braço importante do gigante Google?

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