Meio Bit » Arquivos » Games » Análise - Darksiders

Análise - Darksiders

01/03/2010 às 11:29

Lançado para o Playstation 3 e o Xbox 360 no início do ano sem causar muito alarde, Darksiders é o primeiro jogo da Vigil Games, estúdio comprado pela THQ e que tem como co-fundador Joe Madureira, renomado artista dos quadrinhos e que trabalhou como diretor criativo no game.

Saiba o que esperar de Darksiders lendo nossa análise.

dori_dar_02.10

O primeiro cavaleiro do apocalipse

Muito antes do homem ser criado, o Charred Council recrutou quatro cavaleiros que deveriam se manter neutros e zelar pelo equilíbrio entre os reinos do Paraíso e do Inferno. Então, o conselho percebeu que a humanidade exerceria um papel importante nessa disputa e foi criado o terceiro reino, a Terra.

Esses cavaleiros, quando o chamado fosse feito, deveriam vir a Terra, causar o Armagedom e reestabelecer a igualdade, o que acontece quando o sétimo selo é quebrado e War, o primeiro Cavaleiro do Apocalipse vem à Terra.

O problema é que ele foi chamado antes do tempo e acaba levando a culpa pela confusão, já que teria desobedecido as ordens do conselho. Após ser derrotado pelo general do exército do Inferno, War é salvo, mas um século se passa, causando a extinção da humanidade e causando o desequilíbrio. Diante de sua execução, War faz um acordo para voltar ao reino dos humanos, conseguir respostas e tentar arrumar a bagunça.

Quando Kratos encontra a princesa Zelda

Desde o início da produção os envolvidos disseram que a as séries The Legend of Zelda e God of War serviram como inspiração para Darksiders e basta alguns minutos no jogo para confirmar isso.

Os combates contra os inimigos tem muito do jogo da Sony, como a violência extrema e os combos intermináveis, já na parte de exploração é a série da Nintendo que empresta suas característica ao game, como os calabouços disfarçados de prédios ou templos (por sinal, muito bem desenhados), o mapa e até mesmo os itens que permite alcançarmos lugares antes inacessíveis e também podem ser convenientemente usados contra os chefes, sem falar que War, é obvio, também tem um cavalo, o Ruin.

O jogo também pega emprestado várias armas de Link, como uma lâmina parecida com um bumerangue e um gancho para subir em lugares altos, mas aqui as armas evoluem conforme as usamos, se tornando mais poderosas e permitindo a colocação de pedras que as tornam mais eficientes em determinados aspectos, como a coleta de almas (que são usadas para a compra de itens e golpes).

Contudo, é incorreto dizer que Darksiders se resume a uma cópia dos games previamente citados, já que ele também aproveita ideias de outros jogos, principalmente para tentar dar uma variada na jogabilidade, como um estágio muito parecido com o visto no Panzer Dragoon ou mesmo um acessório que nos permite criar portais, mesmo que de forma limitada, no estilo do puzzle da Valve.

O curioso é que mesmo assim o título da Vigil Games consegue possuir uma identidade própria, o que acaba que ajuda a mantê-lo sempre interessante e não se tornando um mero amontoado de mecânicas distintas.

A fauna de Darksiders

Aproveitando-se do conhecimento e da criatividade de Joe Madureira e sua equipe, Darksiders possui uma extensa e interessante lista de inimigos, provavelmente uma das maiores do gênero. A quase todo momento somos surpreendidos por um novo tipo de adversário, isso sem falar nos chefes e sub-chefes que agora residem na Terra.

Essa variedade também ajuda para que o jogo não se torne repetitivo e o trabalho realizado pelos artistas neste aspecto é um show a parte. Os personagem são muito bem desenhados e detalhados.

dori_dar_25.02.10 dori_dar_25.02.10-2 dori_dar_25.02.10-3

O Inferno na Terra

Um dos pontos que tornam o jogo tão legal é ele se passar no nosso planeta. É verdade que os humanos agora só são vistos pelas ruas como zumbis, porém, Muitas das antigas construções ainda resistem de pé e felizmente a parte gráfica se sai muito bem.

Com boa texturas e efeitos de iluminação que dão conta do recado, é bom ver que os envolvidos representaram nossas cidades como se ninguém estivesse mais tomando conta do lugar, com os prédios em ruínas, carros enferrujados e tubulações dos esgotos em frangalhos.

Embora seja possível perceber uma queda na taxa de quadros por vez ou outra, elas não chegam a atrapalhar e se o game não pode ser apontado como o mais visualmente impressionante desta geração, ao menos a direção artística está acima da média.

veredicto
É sempre bom ser surpreendido com um bom jogo que não foi bombardeado pelo hype e Darksiders é um destes casos. Com uma aventura longa e diversos colecionáveis, o game consegue misturar mecânicas de vários gêneros e ainda entrega um produto muito bem acabado e divertido. Altamente recomendado, principalmente para quem sempre quis ver um The Legend of Zelda “mais adulto”.

pros
- Mesmo sendo previsível, o enredo é muito bom;
- Mistura de estilo foi muito bem empregada;
- Poder ir e voltar pelos cenários, permitindo a coleta de itens escondidos;
- Personagens são carismáticos e a variedade de inimigos agrada;
- Dublagem melhor que a de muito jogo renomado por aí;
- Não é qualquer jogo que nos permite ver o fim do mundo, depois que ele acontece.

contras
- Ausência de modo online diminui a vida útil e pode afastar alguns jogadores;
- Apertar vários botões ao mesmo tempo para escolher uma arma ou poder pode atrapalhar;
- Ter que torcer para que o Darksiders 2 tenha um modo cooperativo onde cada jogador controle um dos Cavaleiros do Apocalipse;
- Vulgrim é um tremendo mão de vaca. Onde já se viu pagar apenas 500 almas pelos artefatos?

doriprata_dar_28.02.10

dori_dar_25.02.10-4 dori_dar_25.02.10-5 dori_dar_25.02.10-6

relacionados


Comentários