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Flattr, a doação pré-paga via Internet

14/02/2010 às 15:26

O mais novo site-beta-só-para-convidados da Internet é o Flattr. Criado por Peter Sundae, o inventor do sorvete um dos criadores do The Pirate Bay, o site reinventa o pagamento de conteúdo na web (ironia maior não existe). De acordo com o vídeo de introdução disponível no site do serviço, trata-se de um sistema de doações para geradores de conteúdo por seus consumidores.

Cada usuário cadastrado no site, compra um pacote mensal, uma cota máxima que deseja distribuir. Após isso, navega normalmente como costuma fazer. Ao encontrar botões do Flattr, similares aos do Digg ("digg it"), ele clica se achar que aquele conteúdo merece. Ao final do mês, o valor definido pelo usuário será dividido entre os sites "clicados". Interessante, não é? Nos Estados Unidos, sim.

Os estadunidenses são acostumados ao modelo, utilizam bastante o Digg como fonte de leitura, descoberta e promoção de conteúdo, possuem o hábito de dar gorjetas (ai de quem não der pelo menos 8% de "tip" ao taxista, garçonete, etc) e, por cultura, fazem doações aos sites que frequentemente usam. Mas, isso vinga por aqui?

Brasileiros possuem uma das maiores (senão A maior) tributações existentes, onde todas as "gorjetas" já estão incluídas, questionam o atendimento ao liberar os 10% do garçom, procuram por conteúdo gratuito na web e raramente - existem as exceções - fazem alguma doação via web. Além disso, seja por falta de costume, cegueira habitual ou ruindade mesmo, não costumam promover conteúdo alheio em sites como Digg (o Brasil tem pelo menos 4 grandes sites desses, que são referência em auto-promoção de conteúdo).

Em minha modesta, porém honesta, opinião, o Flattr - que significa "flat rate", no melhor estilo 2.0 de nomeação de produtos - não vinga por essas bandas. Prevejo que alguns blogueiros farão o cadastro e colocarão o botãozinho em seus sites, depois reclamarão publicamente que os leitores não clicam, que o sistema "não funciona" e retirarão o mecanismo pouco tempo depois.

Como isso poderia (talvez) funcionar no Brasil? Se o clique fosse gratuito, patrocinado por empresas, que pagariam a taxa mensal em lugar do usuário. Hmmm não. Esqueçam. Funcionaria se nós não fôssemos "espertos" demais. Em pouco tempo o site ficaria tão cheio de fakes utilizados para anabolizar as contas de alguns pilantras, que tornaria todo o sistema inviável.

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