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Nexus 6 ou Cilônios? Só o Pentágono Sabe

06/02/2010 às 7:08

A DARPA é o departamento do Pentágono que nos deu de presente a Internet, o que não quer dizer que todos os projetos que se envolvem são bem-sucedidos, vide as pequisas paranormais durante a Guerra Fria, ou a faaaabulosa Bomba Gay. Fracassos e idéias mirabolantes à parte, eles levam o crédito de pensar adiante. Muitas vezes bem adiante.

Foi revelado que no orçamento de 2010 há 10 milhões de dólares reservados para biotecnologia, especificamente o Projeto BioDesign, que se propõe a “eliminar a aleatoriedade do avanço evolucionário natural^, projetando criaturas sem fraquezas genéticas, sem deterioração cronológica, com potencial de viverem para sempre.

Será complicado, pois o projeto já parte de um pressuposto errado, que evolução é um processo aleatório.

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Como pelo visto pelo menos UM sujeito no Pentágono leu Frankenstein, o projeto contempla a inclusão de um elemento genético de auto-destruição, caso o organismo caia em mãos do inimigo (ou mais provavelmente se rebele). O que é evidente é que ninguém envolvido assistiu Jurassic Park até o fim, ou teria se lembrado que a natureza sempre acha um caminho.

Apesar da real impossibilidade do projeto dar certo, muitos autores de ficção científica concordam com o caminho, robôs biológicos, ou biots, são muito mais interessantes, do ponto de vista prático. Não precisamos começar do zero e replicar todo o funcionamento de um cérebro vivo, o cérebro já está lá. Cachorros são mais eficientes que detectores de bombas artificiais, nossos esforços para criar robôs autônomos para transporte de carga são risíveis do ponto de vista de qualquer mula.

Arthur Clarke em sua trilogia iniciada em Encontro com Rama descreve uma sociedade que faz extenso uso de biots, que também estão presentes em seu romance 3001.

E se você acha que é preciso um monstro tipo o dragão de Avatar para causar estrago, pense o dano que causaria em um campo de batalha a liberação de dezenas de milhares de vespas e aranhas programadas para atacar humanos que não emitissem um determinado marcador químico.

Fonte: Wired

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