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Opera Mobile, o Rubinho dos Navegadores (no bom sentido)

01/02/2010 às 23:02

A Opera tem um quê de Larry Ellison, é excelente no que faz, o melhor, mas quer outros holofotes, numa área que não tem muita afinidade. Daí o mercado de navegadores desktop ter transformado o Opera no melhor browser que ninguém usa™. Só que a situação risível da empresa, tendo que apelar para ações na Corte Européia para almejar relevância não se reflete no mundo mobile.

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Desde o tempo em que o Windows Mobile era relevante o Opera já era o melhor navegador para dispositivos móveis. Seu único competidor era o NetFront, mas esse só era popular entre o pessoal que conhecia o Sony Clié. Hoje o Opera Mobile é essencial em um Smartphone. Só falta ser mais conhecido.

Isso fica claro com o gráfico acima. Mesmo concorrendo com a (disparado) melhor plataforma para acessar web via celular, o iPhone, o Opera teve um desempenho excelente, nunca ficando atrás do iPod Touch, e em Setembro de 2009 dando início a um salto para em Outubro ultrapassar o próprio iPhone.

No final do ano temos o fenômeno “vamos trocar de celular no Natal”, onde pelo visto os HTCs e similares se tornaram alternativa atraente. A subida foi tão grande que no final de Dezembro o Opera superava o share do iPod Touch E do iPhone combinados.

É hora de (já que está na moda) dizer CHUPA JOBS?

Não muito. Vejam quem está lá em cima, em primeirão: Schummy, ou em português, Nokia. Sua posição microsoftiana é invejável. Isso se deve não só a sua base instalada, que é monstruosa, e aos aparelhos como o E71, que são quase um membro da família para quem possúi um.

O segredo da Nokia é seu navegador, tão maltratado que nem nome tem, mas é um pé de boi que resolve. Não é bonito, não tem nenhum dos frufrus de multitouch do iPhone ou os recursos de configuração e renderização do Opera. Ele, na melhor filosofia Apple, Apenas Funciona.

Problema: Apenas funcionar tem perdido o encanto. A plataforma Symbian está cada vez mais datada, e por mais recursos que os aparelhos tenham, usar um N97 é como levar a Megan Fox pro motel e descobrir um cinto de castidade com instruções em sânscrito. Daí a grande queda de fim de ano, que não afetou em quase nada a Apple mas legou muita gente para a alternativa mais amigável, provavelmente do Android.

Será que a Nokia se safa? O N900, que era visto como o Salvador da Pátria, anda patinando. O N97 está longe de ser unanimidade (mais sobre ele em outro artigo) e o grande sucesso da Nokia ainda é o E71, visto em todo canto, e do qual ninguém que não espera dele características multimídia de um iPhone, fala mal.

Acredito que a Nokia consiga se safar, mas se insistir em um sistema operacional próprio, é hora de puxar a tomada do Symbian. Estão fazendo plástica em um paciente em coma. Desistam dele, abram espaço para o Maemo. Aproveitem o Timing antes que a Apple lance um novo iPhone. E nem falei na Microsoft, que só se fosse muito burra estaria parada diante de toda essa agitação.

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