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Twinester cria comunidades no Twitter

08/01/2010 às 12:36

Microblog ou rede social? Essa indefinição gera algumas… confusões, já que, se considerarmos o Twitter uma rede social, como muitos o fazem e é espalhado na mídia, a maioria das pessoas automaticamente faz a associação com o orkut e esperam toda a sorte de recursos encontrados no serviço do Google lá.

Embora não tenha as mesmas características do orkut e de outras redes do gênero, o Twitter conta com um grande ecossistema de aplicativos baseados nele e em seu sistema de APIs. Assim, o Twitpic substitui bem o “álbum de fotos”, o Twitcam faz as vezes de página de vídeos, dentre outras coisas mirabolantes e, até, exclusivas.

Lançado em agosto do ano passado, e com apresentação marcada para a Campus Party 2010, o Twinester é um serviço baseado no Twitter que age como se fosse um “app” de rede social. No caso, seu objetivo é formar comunidades em torno de temas comuns, tal qual funcionam as comunidades tradicionais. O login é feito pelo Twitter, mediante OAuth, e as conunidades são divididas por gêneros, cabendo ao usuário entrar e participar das que tem maior afinidade.

Twinester - Create or join groups and communities for Twitter. - Google Chrome

A primeira dúvida que me veio à cabeça quando fui apresentado ao Twinester foi em relação às diferenças entre o site e as listas, recurso nativo recentemente adicionado ao Twitter. Em conversa com Andre Romani, co-fundador do Twinester, o mesmo conseguiu resumir de maneira bem simples as peculiaridades de cada um:

  • Listas: categorização unilateral de usuários;
  • Twinester: ambientes independentes para discussão de temas específicos.

Começa pela forma de ingresso. Nas listas, um usuário cria sua lista, adiciona as pessoas, e essas não têm a obrigatoriedade de escrever sobre o assunto da lista, nem há mecanismo algum de filtragem de tweets. No Twinester, cada interessado se associa a determinar grupo (chamado nest, por lá), e as mensagens presentes em cada nest são, necessariamente, a respeito do assunto principal – salvo a presença de usuários nonsense, mas isso existe em todo lugar.

Uma peculiaridade do Twinester é de que as mensagens enviadas de dentro do serviço não aparecem no Twitter propriamente dito – ou, se aparecem, não consegui fazer funcionar. O Twitter, em última análise, serve apenas de perfil/login. E só. Talvez tornar o envio das mensagens para o Twitter algo opcional, como ocorre no formspring, por exemplo, seja uma boa solução para esse problema.

A ideia é interessante, rendeu até um elogio de Evan Williams, co-fundador e atual CEO do Twitter, porém, e aqui entra uma opinião bastante particular, acredito que falta um trabalho de usabilidade e visual. Ao entrar num nest, por exemplo, temos o perfil do grupo, o espaço para enviar a mensagem, e abaixo, dois botões, um que mostra os membros, e outro as mensagens. O dos membros aparece por padrão, logo, para visualizar as mensagens, é preciso de mais um clique. Isso dificulta a atualização do grupo, algo facilmente perceptível pela baixa frequência de atualizações em vários nests.

Apesar desse e de outros problemas, o Twinester é promissor. Criado pela dupla brasileira Andre Romani e Christian Aléssio, o serviço tem pouco mais de quatro meses de vida, e já conta com cerca de oito mil usuários e três mil nests. Esperamos que a equipe responsável pelo site corrija as imperfeições, especialmente no layout, e que o serviço, cujo foco aparentemente vai além do Brasil (está todo em inglês), faça sucesso.

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