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Engenheira da NASA diz que primeira pessoa em Marte tem que ser uma mulher e isso é uma péssima ideia

Uma engenheira da NASA diz que a primeira pessoa em Marte deveria ser uma mulher. Nada de errado nisso, exceto o MOTIVO…

17/04/2018 às 18:06

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Quando o programa de astronautas da NASA começou nem sonhavam em envolver mulheres. O filme Mercury 13, que vai estrear em breve está sendo vendido como o primeiro grupo de mulheres astronautas mas foi uma iniciativa não-oficial e totalmente desconectada ao programa espacial. Com o tempo essa percepção mudou, e hoje a Estação Espacial já teve uma comandante mulher, a primeira russa — Valentina Tereshkova — foi ao espaço em 1963 e temos até astronautas negras fãs de Star Trek e italianas nerds.

Só que pelo visto isso não é o bastante. Allison McIntyre, que comanda uma unidade da NASA em Houston quer mais.

A diretora do meu Centro é mulher, minha ex-chefe de divisão é mulher, nós temos astronautas mulheres, mas ainda não colocamos uma mulher na Lua, e eu acho que a primeira pessoa em Marte deve ser uma mulher”.

Ok, Allison, temos um problema aí. Primeiro de tudo, ela dá a entender que mulheres são sistematicamente rejeitadas em viagens para a Lua, coisa que pelo visto a gente faz toda semana, e não algo que não acontece desde 1972.

Há um monte de motivos que tornam interessante a idéia de mandar mulheres para Marte, e nem falo só da minha ex. Mulheres em geral são menores do que homens, e comem menos. Isso pode significar várias toneladas de comida e suprimentos economizadas.

Como astronautas e aviadoras não chilicam como suas contrapartes em filmes e séries, não há problema em enfrentarem situações de estresse. O único, único risco dessa idéia é justamente o que Allison está propondo: que a astronauta mulher seja escolhida por ser mulher.

Esse tipo de política termina em casos como o desta moça:

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Ela se chamava Kara Hultgreen, foi a primeira aviadora naval qualificada para combate nos EUA, e a cara da nova e inclusiva Marinha. Ela morreu alguns meses depois de se formar, ao cometer uma série de erros durante um pouso no porta-aviões Abraham Lincoln.

A realidade é que ela não era uma boa piloto, mas fazia aparições públicas, dava entrevistas em programas de TV, vendia o peixe da Marinha, que estava em competição com a Força Aérea para incluir mulheres em seus quadros de qualquer jeito.

Testemunhas dizem ter ouvido Tom Sobiek, oficial comandando do Esquadrão VF-124 dizendo que as quatro mulheres pilotos do esquadrão “vão se formar independente de performance”. Declaração que ele nega veementemente, claro.

Hoje essa exigência não existe mais, mulheres precisam atender às mesmas exigências que candidatos homens, e o resultado são excelentes aviadoras, como Kim Campbell, codinome “Killer Chick”, que pilotou A-10s no Afeganistão e ficou famosa ao voltar pra casa com o avião peneirificado:

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Se a NASA escolher uma astronauta mulher para uma missão a Marte, excelente. O que não pode, não pode mesmo é escolher por ser mulher, cedendo a uma pressão de gente que não estará a milhões de quilômetros de casa arriscando a vida. Até porque no espaço ninguém consegue ouvir você lacrar.

Fonte: BBC.

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