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Facebook, o destruidor de casamentos

05/01/2010 às 11:33

Relacionamentos são complicados e curiosos (e, às vezes, estressantes para quem está neles). Dependendo do clima e do ânimo do casal para brigar, qualquer motivo, por mais ínfimo que seja, vira um problemão de proporções homéricas, e haja papo, gritaria e pratos voando para colocar tudo nos eixos.

A Internet meio que potencializou as brigas entre casais conectados. Não é raro ouvir histórias medonhas de namoradas que ficam futricando o orkut do amado (sem trocadilhos, por favor), ou de recados bobos que causam separações. Existem muitos casos do tipo por aí, e quando digo “por aí”, me refiro ao mundo todo. Muda a ferramenta (orkut, Facebook, etc.), mas o “crime”, se é que pode ser assim considerado, se perpetua.

O Telegraph soltou uma matéria a respeito do assunto. O site britânico consultou uma firma especializada em divórcios, e de lá veio uma número espantoso: um em cada cinco divórcios são motivados por atividades suspeitas, entendidas no contexto como traição, de um dos cônjuges em redes sociais. A taxa de amostragem é baixa, o número não deve ser considerado exatamente preciso, mas a tendência é real e presente.

rompimento-online-20100105 Mas o que pode ou deve ser considerado traição em âmbito virtual? Aquela velha questão retorna: sexo virtual no SecondLife equivale a sexo na vida real? Flertar com alguém no bate-papo UOL equivale a sair para a balada e flertar com alguém ao vivo? A dificuldade em definir, em determinar essas equivalências é diametralmente proporcional à complexidade das emoçoes humanas. Pesquisando superficialmente, é possível encontrar quem simplesmente não ligue para o que o cônjuge faz na Internet, seja libidinoso ou não, bem como quem não tolere sequer conversas com amigas conhecidas e sem nenhuma malícia.

Afinal, a Internet é meio (de traição) ou fim (onde a coisa se consolida)? Ou não é nada disso? Particularmente, acho que varia de casal para casal. Se a vontade de trair existe, a traição acontecerá de uma maneira ou de outra, seja na Internet, seja no mundo real. A Internet não tem nada novo, é apenas o que temos de humanidade transformado em bits. Invista mais em construir uma relação saudável e pautada na confiança, do que em perder tempo espionando quem deveria estar acima de qualquer suspeita…

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