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Universidade cria curso para Filhotes de Maverick

05/01/2010 às 4:39

Um dos problemas da Força Aérea dos EUA é a retenção de pilotos nos programas de UAVs, aeronaves não-tripuladas. Dão preferência a aviadores que por motivos de saúde não podem mais pilotar, mas ficar trancado em uma sala brincando com um videogame é extremamente frustrante para quem estava acustumado a passar de Mach 1 voando rasante no deserto explodindo lançadores de scud e cabeças-de-toalha.

A demanda forçou os militares americanos a dar espaço para oficiais não-aviadores, e a tendência é só crescer. O uso de UAVs se tornará um mercado de US$20 bilhões na próxima década, estimam alguns analistas. Não só para fins militares, mas para controle de fronteiras, trânsito e segurança.

No Brasil são mais de 10 projetos, públicos e privados para desenvolvimento de UAVs, com modelos inclusive sendo exportados. Nenhum sofisticado como o Reaper, mas que deixariam a bandidagem de cabelo em pé, seja nos morros do Rio, seja na fronteira com a Colômbia.

A característica que une todos esses aparelhos é que do lado de cá é preciso alguém controlando o bicho. Isso se chama posto de trabalho, e não existe mão de obra especializada.

De olho nesse nicho a Universidade da Dakota do Norte, EUA, criou um curso de 4 anos para treinar... pilotos de UAV. A idéia é parar de pegar gente que está entrando na área por falta de opção, como pilotos reprovados no exame médico ou prático.

é bem melhor que sua mesa

A proposta é excelente, podem se concentrar nas áreas específicas, como tecnologia de imagens, e esquecer áreas que não são relevantes para pilotos que não sairão do solo. Paraquedismo e sobrevivência com certeza não farão falta.

A primeira turma começou agora, muito provavelmente quando se formarem em 2014 estarão todos já empregados.

A agilidade com que tudo está se modificando neste nosso admirável mundo novo é impressionante. Vejam bem, estamos falando de uma universidade oferecendo um curso para uma profissão que formalmente ainda não existe.

É uma visão e tanto ainda mais para o padrão brasileiro, onde em várias faculdades de comunicação há professores esperando para ver se esse negócio de Internet "vai pegar mesmo".

Fonte: MPR News

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