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Fim das lojas Nokia Store nos EUA e Londres; Brasil? Por ora, mudança de local

10/12/2009 às 21:42

A notícia caiu na rede logo na madrugada. Eu estava absorta tentando capturar telas, transferi-las pelo modo dinossáurico do iPhone para o PC, that means,  via cabo, e navegando pelo novíssimo e bem reformulado site da Reuters.

A Nokia vai fechar suas duas lojas nos EUA, mercado no qual a líder mundial em vendas de celulares pena há um tempo para conseguir um espaço.

Loja_nokia A decoração das lojas da Nokia não difere da de Helsinque

A agência noticiou que o fechamento dos locais fazem parte de uma estratégia para ajustar o foco com as operadoras de telefonia móvel e o varejo.

Melhorar o posicionamento no mercado norte-americano sempre foi uma das prioridades do presidente da empresa, Olli-Pekka Kallasvuo, desde que ele assumiu o comando em 2006.

Apesar de a Nokia ser dona de 40% do bolo em todo o mundo, nos EUA, o market share fica abaixo dos 10%.

Além das lojas em Nova York e Chicago, será fechada também a de Londres.

Assim que a notícia bateu aqui, eu tuitei em seguida (Nokia fecha suas lojas em Nova York, Chicago e, pasmem, São Paulo http://ow.ly/KsvK #Nokia #NokiaStore), e mandei pelo próprio site da Reuters email para dois de seus assessores na agência, pois a notícia incluía a bela e sofisticada loja na rua Oscar Freire, nos Jardins.

A madrugada foi embora e eu junto. Antes das 10h30, recebi ligação de uma das assessoras que já lera o post no Twitter. Eficiência da agência é isso aí.  Poucos segundos depois uma resposta oficial. “A companhia está em busca de um local adequado para instalação de sua nova loja na cidade e mais informações serão divulgadas futuramente.” Ok, compreendido. Mas que a loja da Oscar Freire vai fechar, isso vai.

Uma pena. A empresa tentou em vão mimetizar o formato da Apple Store. Quem disse foi Ben Wood, diretor de pesquisas da consultoria CCS e com 12 anos de experiência no mercado de telefonia móvel.

Uma comparação inevitável: a Nokia Store vende aparelhos e acessórios, leia-se baterias, fones de ouvido. Ponto. Ninguém em sã consciência iria desembolsar entre R$ 1.000 e 2.000 por um aparelho de última geração, quando vendedores de telemarketing ligam a qualquer mortal duas vezes por dia para fazer ofertas, contanto que você assine um contrato de fidelização. Nesse bla-bla-blá, o consumidor leva pra casa um aparelho ou gratuito ou em módicas prestações. Tão módicas, que ele nem repara no extrato do seu cartão.

A loja, nesse caso, exerce a função de vitrine. Não é o que acontece com as Apple Store, que vendem desde iPods de todos os modelos e cores, passando por vários tipos de iMac, de mesa e portáteis etc. etc. E o iPhone? Well, ele está lá também, mas o consumidor vai negociá-lo com a operadora.

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