Meio Bit » Arquivos » Games » Em 2017 a Activision faturou US$ 4 bilhões com microtransações

Em 2017 a Activision faturou US$ 4 bilhões com microtransações

Activision revela a fortuna que conquistou com as microtransações e mais uma vez mostra que enquanto eu ou você reclamamos dessa prática, muita gente tem gastado uma bela grana com loot boxes.

12/02/2018 às 8:32

overwatch

Do ano passado para cá, o esporte preferido de muitos jogadores tem sido atirar pedras nas empresas que incluem microtransações em seus jogos (especialmente a EA). Adquirir um game e ver que parte do seu conteúdo só será liberado após gastarmos com compras menores é algo que tem irritado muita gente, especialmente quando o item está escondido atrás de uma roleta, as famosas loot boxes. Porém, está ficando cada vez mais claro que essa prática veio para ficar.

Ao divulgar seus ganhos em 2017, a Activision Blizzard revelou ter atingido a impressionante marca de US$ 4 bilhões oriundos das vendas de DLCs, loot boxes e jogos mobiles. Destes, cerca de metade foi gerado no PC e nos consoles, com a outra metade vindo da King, subsidiária da empresa e que é responsável principalmente pelo megassucesso Candy Crush Saga.

Entre os outros principais títulos que tem ajudado a encher os cofres da Activision graças as microtransações podemos citar o Hearthstone e a sua venda de cartas; o Call of Duty: WWII e as caixas que nos fornecem itens cosméticos para o multiplayer; o Overwatch, que também conta com as famigeradas caixinhas; e por fim, o World of Warcraft, que com os seus milhões de assinantes ainda gera uma boa renda através da venda de montarias e bichos de estimação.

Só para citar outra que teve um ótimo desempenho com as microtransações, temos a Take-Two. Recentemente o CEO Strauss Zelnick disse que 32% de todo o faturamento da editora no ano passado veio do que eles chamam de “gastos recorrente dos consumidores”, uma maneira bonitinha de dizer que o pessoal está torrando uma bela grana em jogos como o NBA 2K18 e GTA Online.

Tudo isso serve para mostrar que por mais que não gostemos dessa prática, a grana que as empresas de games tem recebido com as microtransações faz justificar o risco que elas tem corrido de irritar uma boa parte dos seus consumidores. Onde tudo isso irá parar é difícil prever, mas a verdade é que esse modelo de negócios parece muito distante de desaparecer.

Enquanto isso, algumas editoras tem tentado descobrir como usar as microtransações para aumentar seus lucros e a nossa torcida é para que os erros cometidos por alguns (alô Electronic Arts, estou olhando para você!) sejam aprendidos.

Fonte: The Gamer.

relacionados


Comentários