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Epidemia Pornô

24/11/2009 às 5:35

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Porndemic, nome original em inglês, de um documentário da CBC-TV canadense sobre a indústria pornô e como ela revolucionou e modificou a Internet. Desde as novas formas de monetizar a grande rede até difusão de tecnologias. E o Brasil está no meio em segundo lugar com as maiores produtoras do mundo.

Por exemplo, cobrar por exibições, clicks, streaming de vídeo, imagens de alta resolução, transações com cartão de crédito online, assinatura de serviços, criptografia e várias outras tecnologias foram popularizadas por causa da indústria pornográfica.

toptenreviews-worldporngrap E se você acha que estamos falando de uma indústria de gueto, mude seus conceitos. Com dados de 2007, apenas no EUA, foram movimentados 13,33 bilhões de dólares. Mas os maiores mercados são asiáticos. Apenas em 2006, China, Coréia do Sul e Japão tiveram faturamento de 73,11 bilhões de dólares. A crise mundial alterou esses números para baixo, mas acredite, é uma das primeiras áreas econômicas a se recuperar.

Para se ter ideia do que esses números representam, é maior que todo o faturamento com esportes e música.

E as empresas de telecomunicações só tem o que agradecer. Segundo informações do documentário, 60% do tráfego de dados da AT&T está relacionado de alguma forma com a indústria pornográfica.

O documentário ainda mostra pessoas como Jason Tucker, um geek encarregado anos atrás com a tarefa de descobrir para seus clientes como o entretenimento para adultos, como chamam em inglês, ganhava tanto dinheiro. Ele descobriu e abriu seu próprio negócio, que vale hoje mais de 13 milhões de dólares. Ele fundou a Falcon Foto, um dos maiores catálogos do mundo de imagens pornográficas.

E acredite se quiser, pessoas como ele estão abrindo caminho nos meios legais de proteção de propriedade intelectual, já que o plágio e a pirataria correm soltos, mas não impunes, como um ganho de causa avaliado em 1,8 milhões de dólares.

Larry Flint é entrevistado e revela como a internet afetou seus negócios: ele vendia 3 milhões de revistas por mês e viu esse número cair para 500 mil. E provavelmente continuará a cair ao longo dos próximos anos. Também pudera, websites como o XPornTube oferecem muitas e muitas horas gratuitas de material adulto.

Vive-se atualmente a Era de Ouro da Indústria Pornográfica

Antigamente, os atores de Hollywood possuíam contratos exclusivos com os estúdios. Não recebiam como acontece hoje, por filme. Marcas e filmes eram associados e esse é o atual momento do conteúdo explícito.

Achei interessante também a diferença entre Europa e EUA quanto ao Mobile Adult Industry. Com um controle mais rigoroso, o faturamento anual nos EUA é de apenas 26 milhões de dólares por ano. Já os Europeus estão mais liberais com seus telefones celulares e consomem 540 milhões de dólares.

Com a massificação, surgem os problemas. A idade média com que crianças são expostas caiu para 10 anos. Os relacionamentos, também tem sofrido, já que as meninas, ainda no início da sua experiência sexual são pressionadas a fazer sexo como atrizes pornô.

E o que assusta políticos, autoridades e é celebrado pelos envolvidos? É que a web não atingiu todo o seu potencial e há espaço para crescimento e formas de monetizar que ainda nem foram inventados ou ainda estão nos primeiros passos.

O documentário está disponível no Google Vídeo com download em mp4 para assistir offline. O documentário também passou recentemente no canal GNT.

Fontes: EconomyWatch, Internet Pornography Statistics, Porndemic Official Website

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