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Criador do Gmail não acredita na morte do e-mail

23/11/2009 às 17:29

paul-buchheit-20091123 Paul Buchheit, criador do Gmail, co-fundador do FriendFeed e atualmente fazendo trabalhos que ninguém sabe quais são na infraestrutura do Facebook, declarou durante um evento organizado pelo TechCrunch, em San Francisco, o seguite:

“O e-mail não desaparecerá. Possivelmente nunca. Até que os robôs matem todos nós.”

O papo, que além dele, teve as participações de Rob Goldman, fundador do Threadsy, e mais dois autores do TechCrunch, Steve Gillmor e Erick Schonfeld, falava justamente sobre a longevidade de uma das formas mais antigas de se comunicar via Internet, o e-mail. Afinal, até quando ele sobreviverá? Ou melhor: o e-mail está em vias de ser extinto?

O consenso, por lá, é de que “não”. É inegável que muitas tecnologias, sites e ferramentas de comunicação estão tirando, e não é de hoje, a carga sobre o e-mail. Porém, a maioria dessas novidades fatalmente dependem do e-mail, o que faz com que, mesmo como “intermediário”, o correio eletrônico continue firme e forte.

Exemplos? Como o Twitter avisa seus usuários sobre novas mensagens diretas e novos followers? Isso aí, por e-mail. Se o usuário esquecer a senha de algum site, como o próprio Twitter, como resolve? E-mail novamente. Vê como (quase) tudo que fazemos na web, de uma maneira ou de outra, está relcionado ao e-mail?

Em dado momento do bate-papo, o assunto Google Wave veio à tona. Schonfeld, do TechCrunch, disse que sente dificuldades em acompanhar as waves (discussões) porque ela não notifica alterações feitas pelos seus contatos por… e-mail. Isso evidencia não só a importância do e-mail, mas também a dependência que temos dele. Também já deixei de usar serviços por falhas conceituais no uso do e-mail, como o Windows Live Groups, por exemplo.

e-mail-long-life-20091123 É por essas e outras que sou um ferrenho defensor do bom uso do e-mail. Nada de HTML, só texto puro, e checagem regular da caixa de entrada, pelo menos uma vez a cada dois dias (pelo menos). Em tempos onde a cada semana surge um novo “e-mail-killer”, e as pessoas mudam seus hábitos para pior, como fazer do sistema de depoimentos do orkut seu sistema de e-mails padrão, relembrar a importância dessa útil e antiga ferramenta é sempre bom.

Ah, curiosidade: Buchheit (lembre-se: o criador do Gmail) disse que ainda não testou o Wave, e que nem sente vontade de fazê-lo – o convite está mofando na sua caixa de entrada. Ele disse que não vê o Wave como o Google, empresa para a qual trabalhou, vê, ou seja, como um substituto do e-mail. Para Buchheit, o Wave é apenas uma ferramenta de trabalho colaborativo, incapaz de substituir o e-mail e, também, Twitter ou Facebook, o que não é bem o que o Google vende para os usuários, mas chegou a ser cogitado/sugerido por alguns sites e analistas.

Fonte: TechCrunch.

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