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Produtora aponta falhas na classificação etária

20/11/2009 às 7:01

Basta alguma noticia vincular o nome de algum jogo a um ato violento para que tenha início a velha batalha entre jogadores e pais que consideram os games muito violentos. Normalmente aqueles que defendem os videogames acusam os responsáveis pelos delinquentes de omissão por permitirem que seus filhos joguem títulos proibidos para suas idades, contudo, o CEO da A2M fez uma revelação grave e preocupante.

Ao palestrar durante a Montreal International Game Summit, Remi Racine pediu que a ESRB, órgão responsável pela classificação etária, seja mais ativa, já que algumas publishers costumam trapacear para verem seus jogos aprovados.

Como um desenvolvedor que trabalhou para diversas publishers, estamos cientes de que muitas delas tentaram enganar a classificação.

Eles dizem para a ESRB que o conteúdo é para adolescentes, quando na verdade é Para Adultos com a intenção de vender mais; você pode fazer isso apenas enviando a eles um vídeo que não mostre as partes mais violentas e então conseguir a classificação que deseja e não a que merece.”

Mesmo que não cite nomes, acho a acusação bastante grave e embora não acredite que algo mudará, serve para muitos pais desconfiarem se aquele jogo é realmente voltado para o seu filho. Lembre-se que nem todos são jogadores como nós e um selo como os da ESRB deveriam servir justamente para isso.

Segundo um porta-voz da ESRB, a entidade averigua o máximo possível do conteúdo do jogo, inclusive acompanhando-o após o lançamento e caso seja constatado alguma irregularidade, pode ser aplicada uma multa e até mesmo um recall.

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[via 1UP]

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