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E se o Linux fosse vendido como o MacOS e o Windows?

10/11/2009 às 12:36

Não deve ser surpresa que o Windows 7 bateu recordes de pirataria e também de vendas. A Apple também teve boas notícias com aumento de vendas de MacBooks e crescimento do market share nos EUA.

Em termos de conceito de venda, a Apple dá um show. Os nomes dos sistemas operacionais são associados a felinos. Conceito imediato de agilidade, precisão, destreza, ferocidade, garra, entre outros.

A Microsoft patinou por um tempo, mas acertou nas novas campanhas e segmenta o mercado: Home Premium é o padrão. Professional para empresas e profissionais. Ultimate para power users e entusiastas.

O Software Livre é um conceito que começou simples e hoje precisa de especialista para explicar a diferença entre licenças Apache, BSD, GPL, MIT, etc. Chegou o nomento de pensar diferente para chegar no consumidor.

Mudança de Estratégia (sarcasm on)

neta_che_guevara

Cobrar!

Passar a cobrar uma quantia significativa, nada de somas simbólicas ou “frete apenas”. Chame de serviço de cópia e compilação, configuração, mas cobre alguma coisa, mesmo que a versão “di grátis” esteja disponível.

“Se fosse tão bom, não seria de graça” é a frase que nunca mais seria ouvida.

Usar um conceito que passa liberdade e segmentar para vendas. O tema será Espaço Sideral. Mais liberdade que isso impossível. Usando o Ubuntu como exemplo:

Ubuntu Solar System (R$ 30)

É a versão mais básica, sem praticamente nada e o suficiente para um boot em terminal. Interface gráfica é para os fracos.

Ubuntu Constellation (R$ 120)

É a versão com mais badulaques e penduricalhos, como uma interface gráfica. Reconhece periféricos e tem até alguns drivers proprietários para download. O suficiente para dar um boot no sistema operacional e olhar e-mails, como a Asus já o faz.

Ubuntu Galaxy Class (R$ 250)

Esse é o que as corporações e empresas precisam. Possuem pelo menos 50 games de passatempo, ferramentas de monitoramento e controle remoto de distribuição e instalação. Antigamente, era conhecido como Enterprise Edition, mas ninguém entendia exatamente pra que servia.

Desenvolvedores de software vão preferir essa versão porque já tem TODOS os 2000 mil pacotes e opções para se trabalhar com Java, .Net, Python, Lua, Ruby e PHP estão inclusos.

Ubuntu Galactic Edition (R$ 400)

Essa versão contém tudo o que existe nas outras e mais aquelas besteiras de telas gelatinosas e cubos rodantes que não servem pra nenhum propósito realmente útil. O número de games casuais pula para 200. Vem com camiseta, adesivo e pen drive.

Ubuntu Singularity Edition (não tem preço)

É a Special Edition do sistema operacional, assinada pelo Linus Torvalds e com a impressão digital do Stallman. Vem com um pinguin de pelúcia, uma cópia do Piratas dos Vale do Silício e do Revolution OS.

(sarcasm off)

Os dois filmes acima são mandatórios. Agora é a sua vez, o que fazer para começar a vender distros GNU/Linux como se isso fosse a última profissão disponível no mundo?

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