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Quando o fake causa danos (reais) ao real

09/11/2009 às 17:31

Muita gente adora o @vitorfasano. Confesso que não o sigo, e nunca parei para ler o que o cara escreve de tão interessante. O que sei é que ele tem muitos admiradores, e é um fake, ou seja, não é o Vitor Fasano, mas sim uma outra pessoa qualquer se passando por ele.

No mundo tech, temos outro exemplo bacana: o Fake Steve Jobs. O falso CEO da Apple, com humor ácido e boas tiradas, conquistou geeks ao redor do mundo, incluindo o Jobs de verdade, pelo menos até quando ele foi desmascarado.

São dois exemplos onde houve uma certa relativização das consequências no mundo real, afinal, embora se passem por outras pessoas, os “falsários” não o fazem com intuito de prejudicá-las, mas sim com o de prestar uma homenagem, fazer uma sátira, algo do gênero, deixando bem claro serem falsos, e não as próprias celebridades, quem escreve sob aquele nome.

O problema, especialmente na Internet, está em quando a sátira, a brincadeira, vira coisa séria, e o usuário fake faz com que seus seguidores/leitores/admiradores pensem ser ele a própria celebridade em questão. O uso indevido de um nome é algo muito sério, e os estragos que podem causar à imagem de uma pessoa pública, física ou jurídica, podem ser (bem) grandes.

Recentemente, o perfil no Twitter @MSNBCHeadlines, que não é oficial, mudou da noite para o dia. Até a “virada”, o perfil fazia o que seu nome levava (no passado mesmo, já foi apagado) a pensar: repassava aos seguidores as manchetes das principais notícias do site MSNBC. Mas, eis que, de repente, mensagens como essas abaixo começaram a pipocar no perfil:

msnbcheadlines-1-20091109 msnbcheadlines-2-20091109 msnbcheadlines-3-20091109

Até o MSNBC se pronunciar sobre o ocorrido, e esclarecer que tratava-se de um perfil que não era oficial, o estrago já estava feito. E prova disso é o fato das imagens terem ido parar num blog do porte do TechCrunch.

É por essas e outra que essa questão dos fakes deve ser vista com muito cuidado. É legal, engraçado? Muitas vezes sim. Mas ficar à mercê da boa vontade de um desconhecido que se apropria do seu nome num ambiente democrático e de longo alcance como a Internet é um risco que muitos famosos não querem correr, o que justifica a enorme onda de processos e cartinhas extrajudiciais que rolam por aí atualmente. Vai que o fake acorda um dia com o pé esquerdo e resolve afogar as mágoas no Twitter usando o nome da celebridade que ele detém?

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