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Estúdios japoneses estavam céticos quanto ao Switch

Executivo japonês diz que no início muitos estúdios japoneses desconfiavam que o Switch poderia fracassar e que por isso deverá demorar um pouco até vermos mais jogos de grande porte chegarem ao aparelho.

01/11/2017 às 13:00

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Com mais de 7,6 milhões de unidades vendidas em poucos meses, olhar hoje para o Switch e reconhecer o seu sucesso é uma tarefa fácil. Porém, nem sempre a situação foi esta e se atualmente o console não possui tantos títulos de peso quanto alguns gostariam, a culpa seria da falta de confiança no aparelho da Nintendo.

Quem garante isso é Hirozaku Hamamura, responsável pela editora japonesa Gzbrain, que entre outras publica a tradicional revista Famitsu. Segundo ele, muitos dos grandes títulos japoneses só deverão começar a aparecer no híbrido lá por 2019, já que este seria o tempo necessário para as desenvolvedoras criarem jogos mais complexos do que aqueles que tem aparecido no Switch.

Entre as editoras citadas pelo executivo e que estavam reticentes quanto ao sucesso do Switch temos a Capcom, que até agora só levou para o videogame o Ultra Street Fighter II e adaptações do Monster Hunter XX e do Resident Evil Revelations. A empresa por usa vez se defendeu dizendo que é raro estúdios externos lançarem jogos AAA num primeiro ano de um aparelho, talvez esquecendo que o Dead Rising 3 chegou às lojas junto com o Xbox One.

Já quem está do lado oposto desta equação é a Koei Tecmo, que até agora lançou jogos como o Dragon Quest Heroes I & II e Fire Emblem Warriors, além de possuir vários outros projetos no forno. Para eles, o Switch sempre pareceu um produto capaz de mudar o mercado, confiança este que os levou a apostar na produção de jogos bem antes de o videogame ser lançado.

O pior é que se pensarmos pelo lado das empresas, todo o cuidado que elas tiveram é compreensível, ainda mais depois do enorme fracasso que foi o Wii U. Hoje a ideia de um videogame híbrido parece perfeita, mas imagine uma companhia como a Capcom, que já havia deixado claro que teria que evitar apostas muito arriscadas, e que após investir pesado em jogos para o Switch visse o videogame não vender. Isso poderia ser fatal para eles e por isso não os critico por terem desconfiado da proposta da Nintendo. Lembre-se, até gente mais ligada à Nintendo desconfiava do aparelho.

Enfim, é muito bom ver que o Switch está obtendo sucesso e até calando os críticos, mas continuo por aqui esperando para ver como serão as vendas dos jogos de grande porte produzidos por estúdios externos, como por exemplo o Doom, o L.A. Noire e o Wolfenstein II: The New Colossus. Porque sinceramente, de nada adianta os jogadores pedirem por títulos assim e quando eles forem lançados, ninguém os comprar.

Fonte: The Wall Street Journal.

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