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A festa dos sensores retro iluminados

27/10/2009 às 17:09

Já dizia aquela velha frase do mundo dos negócios, nada se cria, tudo se copia. Mas, de uma certa forma, é dessa maneira que as tendências são criadas. O problema é que todo mundo começa a usar uma determinada característica e acabamos nos esquecendo de quem realmente inovou em desenvolvimento. Hoje não conseguimos pensar em câmeras que não possuam limpeza automática do sensor, live view, Face Detection ou mesmo gravação de vídeo em alta definição. Mas, é muito difícil nos lembrarmos de quem investiu primeiramente no desenvolvimento dessas características.

O sensor retroiluminado será uma dessas características que logo se tornarão senso comum em todas as câmeras. Quem primeiro desenvolveu a tecnologia foi a Sony ao ter uma idéia que agora parece simples. Ao inverter o posicionamento dos circuitos do sensor CMOS, a tecnologia garante que uma maior quantidade de luz atinja a área de captação de luz melhorando assim a qualidade da imagem e diminuindo a quantidade de ruído em fotos com baixa iluminação. Isso vai permitir que câmeras compactas e celulares avançados possam usar sensores CMOS de melhor qualidade e com baixo consumo de energia e um preço mais justo, isso em relação aos sensores CCD. Logo depois, a Samsung anunciou a produção de sua própria linha de sensores retroiluminados e agora quem está entrando na festa é a Toshiba.

O Toshiba CMOS Dynastron BSI foi anunciado hoje e possui características muito similares ao anúncio da Samsung. Para falar a verdade é até meio esquisito tudo ser tão igual. O sensor vai ter 14,6 megapixels de resolução máxima e vai gerar vídeos em alta definição em 1080 pixels e 720 pixels com 60 fotogramas por segundo. Vão ser produzidas unidades com 1/2.3 polegadas e com pixel em tamanho de 1,4 microns. O objetivo é equipar câmeras digitais compactas e celulares avançados. A produção inicial será de 50 milhões de unidades e a data de chegada ao mercado é o terceiro trimestre de 2010.

Até agora, o único sensor que está realmente em produção dentro dessa categoria é o da Sony (que tem o nome de EXMOR-R). Embora ele não consiga fazer milagres, o seu desempenho é bem similar ao de um sensor CCD. Isso já é um grande avanço para a categoria das câmeras compactas. O impacto será melhor sentido na qualidade de câmeras de celulares e de webcams. Mas, o que me anima mesmo é a possível chegada da tecnologia às câmeras Reflex onde poderemos ter (em teoria) um grande ganho de qualidade.

Toshiba CMOS Dynastron BSI

Fonte: Foto Actualidad

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