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Quem vai ficar com a GVT?

A operadora paranaense GVT tem sido alvo de rumores sobre uma possível aquisição pela Vivendi ou mesmo pela Telefônica. Quem leva?

19/10/2009 às 15:36

A mais querida empresa de telecomunicações brasileira nunca esteve tão atraente, tanto para aqueles consumidores que estão a pagar satisfeitos pelas generosas velocidades de acesso à internê, quanto para as empresas, rivais ou não, que estão de olho na infra-estrutura sólida que a GVT aparenta oferecer na área de cobertura dela.

Inicialmente restrita à região Sul do país, a cobertura da GVT já atinge estados como o Espírito Santo, as Minas Gerais, os recifes de Pernambuco e a Bahia de todos aqueles outros santos. E esse alcance seria bastante interessante para que alguma outra telecom, que ainda abranja uma região bem restrita e delimitada (mesmo que tal área seja a mais rica do país), possa cobrir o Brasil tanto quanto a Embratel, sem a necessidade de fazer enormes investimentos adicionais.

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E quem mais teria interesse na compra da GVT se não a operadora “Telecômica” Telefônica, que ainda não possuiria a GVT como concorrente em sua área* de atuação?

Garanto que não são os mexicanos da Telmex, já dona da Embratel, que está fora de tal leilão por motivos óbvios: tal compra, além de exigir enormes valores que os mexicanos não estariam dispostos a pagar, não acrescentaria nada à empresa.

Bom, além dos espanhóis da Telefônica, temos os franceses da Vivendi que, em setembro, ofereceram 5,4 bilhões de reais por 51% das ações da GVT, algo em torno dos 42 reais por ação.

Foi, basicamente, por conta de tal oferta de compra, pela Vivendi, que a Telefônica se dispôs a pagar 48 reais por cada papel, o que significa que a telecom espanhola ofereceu 6,5 bilhões para obter o controle da GVT e sua preciosa infra-estrutura, além de impedir a possível entrada da Vivendi no mercado brasileiro.

No velho continente europeu, a Telefônica é a número 1 e por lá ninguém se surpreendeu com a maior oferta da operadora espanhola: ao contrário da Vivendi, um conglomerado bem disciplinado nas finanças, a Telefônica iria até as últimas conseqüências para vencer tal batalha. Batalha essa que já valorizou bastante os papéis da GVT na Bolsa de Valores, cujos investidores e especuladores ainda aguardam por uma nova oferta da Vivendi antes do dia 19 de novembro, quando a Telefônica pretende realizar o leilão das ações da GVT.

Aqui em Fortaleza, lar do tio Laguna, a paranaense GVT ainda não chegou, mas, pessoalmente, não quero ser atendido pela Telefônica. O problema é que será muito difícil ver qualquer outra empresa ganhar a disputa, pela GVT, contra a operadora espanhola.

Fontes: Luís Sucupira e IDG Now!.

*O estado de São Paulo, que possui mais de 600 municípios e que responde por mais de um quarto do IPC brasileiro, só possui a GVT na capital, onde atua como fornecedora de algumas linhas corporativas.

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