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Menos impostos? Não tão cedo

01/10/2009 às 17:58

Antes de dar continuidade à matéria, gostaria de lhes perguntar, em relação a consumo, o que na vida de vocês é prioridade? Fazer as compras do mês? Juntar dinheiro para comprar uma casa, ou ir de carro para o trabalho, mesmo que a empresa fique a quatro quadras de onde você mora? Consegue perceber como as respostas podem ser relativas e mudar de pessoa para pessoa? Enfim…

A jornalista Vanessa Nunes publicou hoje em seu blog um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) onde são listados os impostos de alguns produtos e lá podemos ver o motivo pelo qual manter um videogame no Brasil é privilégio de poucos. Se já não fosse extremamente humilhante vermos que tantos os jogos quantos os consoles sofrem uma surreal taxação de 72,18%, a justificativa para tal absurdo é ainda mais deprimente.

Segundo o Sr. João Eloi Olenike, diretor técnico do IBPT, as taxas menores são destinadas aos produtos essenciais, enquanto que o restante sofre com alíquotas estratosféricas. As exatas palavras foram as seguintes:

“A carga dos jogos de videogame é alta porque são considerados supérfluos. Para ter uma idéia, o IPI deste produto é de 50%.”

Vocês não fazem ideia de quanto fico feliz ao saber que moro em um país onde primeiro, os impostos são devidamente convertidos para o bem da população e segundo, onde os políticos são tão competentes que sabem o que é essencial ou não para minha vida. Por essas e por outras que não dou a mínima para as crianças estudando em escolas decadentes, ou para pessoas que precisem usar um precário sistema público de saúde e conto as horas para ver as olímpiadas e a copa do mundo por aqui. Sabem como é “panem et circenses.”

Enquanto isso, sigo sendo estuprado toda vez que compro um jogo em uma loja nacional, mas só porque eles “são considerados supérfluos”.

dori_fac_01.10.09

[via Canal dos Games]

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