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Facebook apertou o cerco e agora spammers da Macedônia estão desesperados

As Fanfics não servem só pra gente rir horrores ou se admirar com a incrível inteligência e compreensão geopolítica de Nina, 6 anos, elas também rendem dinheiro. Muita gente está faturando horrores publicando fanpages de notícias falsas no Facebook, e agora finalmente algo está sendo feito. Para desespero de gente da… Macedônia.

25/06/2017 às 8:00

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Dizem que ninguém perdeu dinheiro subestimando a inteligência alheia, e a internet está aí pra comprovar. De uns tempos pra cá um fenômeno surgiu no Facebook, se espalhou pra outros sites e se tornou uma praga: as fanfics políticas.

Não é uma questão ideológica, fanfics existem em todo o espectro político, mas por muito tempo eram apenas idiotas bem (ou mal) intencionados agindo de forma individual. Até que alguém percebeu que dava para ganhar dinheiro com isso, e criaram as páginas especializadas em publicar notícias falsas. Isso rendeu casos de (quase) morte, como o Pizzagate onde um idiota invadiu com uma arma uma pizzaria onde, segundo sites de fake news haveria uma rede de pedofilia no porão, comandada por democratas.

Não só democratas, a Hillary Clinton em pessoa faria parte e se reuniria no tal porão para molestar criancinhas. Eu não coloco a mão no fogo pela Hillary, mas a tal pizzaria nem tinha porão.

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Esses sites fazem sucesso pelo simples motivo das pessoas gostarem da mensagem, eles falam o que elas querem ouvir, e aí pouco importa se é verdade ou não. Importante é malhar o PT, então vamos repassar a “denúncia” de que haveria um GULAG sendo construído debaixo do estádio do Corinthians.

Nos EUA essas páginas começaram a ganhar muito, MUITO dinheiro. O New York Times traçou 11 portais políticos até um estudante do Kosovo, chamado Hysen Alimi. As páginas estavam hospedadas na Albânia, usavam Fanpages com 86.000 assinantes para direcionar o tráfego, por mês de AdSense ele chegou a faturar 12 mil euros, e como aprendemos em EuroTrip ele praticamente comprou a Europa Oriental.

Essa operação era minúscula, tipo Bespin. Na Macedônia ficava o grosso da operação. Só um dos publishers gastou mais de US$ 100 mil em ANÚNCIOS para atrair cliques. Eram páginas com 1,3 milhão de fãs, uma quantidade assustadora de gente viralizando notícias falsas sobre política nos EUA.

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Só uma notícia falsa no tal World Politicus, rendeu 140 mil compartilhamentos no Facebook: afinal pra que questionar a fonte, se a notícia era que Hillary seria indiciada por crimes?

Foram identificados mais de 140 sites, quase todos baseados na cidade macedônia de Veles. São obra de jovens que estão pouco se lixando para a política americana, mas assim como aquele vilão ruim naquele James Bond ruim, saíram na frente e em vez de apenas reportar a notícia, eles as criam.

Os jovens, alguns com 16 anos, dizem que fazem isso por causa da economia local, e que quando uma história viraliza chegam a tirar US$ 3 mil por dia.

Agora estão desesperados, o Facebook foi pressionado por publishers americanos que estavam sendo kibados pelos macedônios, pois no meio das fake news eles precisam de conteúdo real, ao menos pra encher linguiça. O Facebook correu atrás, identificou que a maioria das fanpages usava anúncios do próprio Facebook, e passou o rodo, sem dó nem piedade.

Alguns estão tentando, para ver se cola, dizer que perderam páginas legítimas falando sobre esportes, carros, etc. O Facebook não quer saber. Outro tentou se justificar dizendo que não liga pra política, só fez as páginas por dinheiro.

Outros estão preocupados com a economia local, que poderá ser afetada com o fim do dinheiro vindo das páginas de notícias falsas e kibadas.

Que posso dizer? FUÉÈÈÈNNNNN.

Fonte: Buzzfeed (é, eu sei).

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