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TiPhone e a Inclusão Digital

02/09/2009 às 16:19

A Apple conseguiu transformar o iPhone em ícone de consumo e mudou a visão do que é um telefone “cool” do século XXI. O desejo em ter um aparelho atravessa as camadas sociais e hoje testemunhei a inclusão digital chinesa com o TiPhone.

O mercado é dividido em segmentos, baseados em estilo de vida, renda, etc. Existe uma turma que compra as novidades e paga o prêmio da exclusividade por alguns meses. Em seguida os planos das operadoras e descontos incluem os consumidores com poder aquisitivo mas sem a afobação.

E existem os excluídos digitais, a grande maioria, que não tem condição financeira para comprar um aparelho como o iPhone por mais malabarismos com planos que as operadoras façam. Nesse momento, a China entra em cena com empresas como a Sinykon.

Japinha falsificada nada, é chinesinha original!

Não é preciso ser um gênio para saber que a maioria dos consumidores não tem poder aquisitivo para comprar os artigos tecnológicos mais desejáveis. Para desespero dos fabricantes originais, eles fazem o trabalho direitinho e quando eu vi o rapaz do meu lado mexendo nas fotos, demorei um tempo para perceber que o ícone não era do Safari. Perguntei o preço: “Eu paguei 400 real, mas na já achei mais barato na Rua da Alfâdega na mão do camelô por 350”.

Tiphone_TV_A520 Ele fez questão de me mostrar tudo do telefone. Inclusive a televisão, que funcionou direitinho. A câmera, navegação, comandos, tudo praticamente idêntico ao iPhone original. É a inclusão digital torta.

Os TiPhones, HiPhones, Sciphones da vida existem porque há demanda muito grande. Basta visitar o site da empresa para você notar que não é uma operação de fundo de quintal, mas uma indústria de clonagem completa. Sabe um tal celular finlandês que custa na Europa 500 Euros? Eles fabricam em Guang Dong uma edição parecida por 118 dólares. O que você acha que vai desembarcar rapidamente em websites como o Importabando Livre?

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A empresa que faz essas cópias todas foi fundada em 2000, emprega entre 500 e 1000 funcionários, clona de tudo e não apenas da Apple. Nokia e Sony são outros dois alvos e a questão toda é que se a empresa dá empregos, paga impostos e impulsiona a economia chinesa, não há muito o que as donas das marcas originais possam fazer.

Talvez sirva de consolo que o mercado consumidor desses produtos não é o mesmo dos originais. Quem compra um Sony Vaio, quer um original e não a Guang Dong Edition.

Fonte: Diytrade

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