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Análise: Battlefield 1943

01/09/2009 às 10:38

Mesmo desconfiando que este texto poderá despertar os instintos mais primitivos em alguns leitores, decidi avaliar um jogo lançado digitalmente há alguns dias para o Playstation 3 e XBox 360 e que tem como foco as partidas multiplayer. O problema? Mais um jogo sobre a Segunda Guerra Mundial. Dispa-se do preconceito e saiba como ficou o Battlefield 1943.

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Diversão, “poucas” classes e muita munição

Se você não aguenta nem ouvir falar em jogos sobre a WW2, já de cara deixo um aviso: Battlefield 1943 é muito, mas muito divertido. Após alguns minutos dentro do game, fica claro que a intenção da Dice não era alcançar feitos técnicos extraordinário com o título e sim levar ao jogador a experiência mais gratificante possível.

Um dos fatores que mostram isso são as classes e munições. Mesmo que contando com apenas três tipos de soldados (Scout, Rifleman e Infantryman), o equlibrio entre eles é algo invejável. Se você escolher o Scout, por exemplo, poderá usar um rifle de precisão e ganhará explosivos para serem detonados à distância. O Infantryman começará com uma sub-metralhadora e uma bazuca, além de ser ideal para batalhes de curta distância, enquanto que o Rifleman é ideal para médio alcance e carrega um rifle e granadas, de mão e aquelas acopladas a arma.

Para tentar deixar tudo mais dinâmico, os produtores tiveram a sábia ideia de tornar a munição infinita. Sim, esse detalhe não torna o game mais realista, porém, o que adiciona em termo de diversão às partidas… Contudo, as armas secundárias precisam de um tempo até se tornarem disponíveis novamente, tudo para equilibrar a jogatina.

Os palcos das batalhas

Muitos também poderão estranhar a quantidade de mapas disponíveis. Ao todo são apenas 4 localidades, todas localizadas no front do pacífico. Em Wake Island temos uma ilha em formato de ferradura, Iwo Jima nos coloca no meio de uma feroz luta durante o pôr do Sol e onde foi tirada a popular fotografia dos cinco americanos erguendo a bandeira do país (situação brilhantemente retratada no filme Cartas de Iwo Jima) e o meu mapa preferido, Guadalcanal, ótimo para snipers devido ao terreno extremamente irregular (também mostrado no fantástico Além da Linha Vermelha). O quarto mapa, Coral Sea, ainda não tive a oportunidade de jogar, portanto não darei opiniões.

No início achei que enjoaria rapidamente dos mapas, mas como eles são bastante extensos e foram muito bem desenhados, todas as partidas são muito disputadas e é certo que em algum lugar estará sendo disputada uma batalha violenta. É muito legal participarmos da invasão a uma vila para tomarmos controle dela e assim poder chamar um ataque aéreo.

Veículos e bandeiras, nada de diferente

Como já é de praxe na série, aqui também precisamos dominar alguns mapas do jogo para vencermos as partidas. Esses locais são sinalizados com bandeiras, bastando permanecer perto dele durante alguns segundos para que fiquem sob o domínio do nosso time. Quando isso acontecer, se morrermos poderemos escolher qualquer uma das bandeiras para “renascer”.

Outra característica de volta são os veículos. Qualquer um poderá entrar em um jipe, tanque ou avião e partir para a batalha. Controlar esses veículos é relativamente fácil e após alguns minutos você já estará dando piruetas com o avião ou atropelando inimigos com o tanque de guerra. Como os mapas são extensos, é comum fazermos uso de um jipe, por exemplo, apenas para poder chegar ao tiroteio.

Gráficos, humm… Legaizinhos

Tanto gráfica quanto sonoramente o jogo cumpre seu papel. Se pensarmos que se trata de um game disponível para venda por download, ele pode ser considerado muito bonito, mas a verdade é que a engine Frostbite estava muito melhor no Bad Company. Mesmo assim ele não chega a ser feio e é legal vermos árvores e construções indo pelos ares, mas com certeza não será lembrado por sua perfeição técnica. Ao menos na maioria das vezes as partidas ocorrem sem lags, o que para este estilo é fundamental.

veredicto
Por mais que você tenha raiva do tema, recomendo comprar o Battlefield 1943. Aqui a Segunda Guerra serve apenas como plano de fundo e o importante mesmo é o mata-mata. O game prende desde o início e devido a sua jogabilidade simplificada, mesmo os inexperientes conseguem se sair bem nas primeiras partidas. Custando apenas US$ 15, é um jogo muito divertido e que lhe trará muitas horas de diversão.

pros
- Segunda Guerra Mundial;
- Classes equilibradas;
- Extremamente viciante e muito divertido;
- Jogabilidade acessível e de fácil aprendizado.

contras
- Segunda Guerra Mundial;
- Variedade de classes e mapas pode assustar alguns;
- Conteúdo adicional deverá demorar um bom tempo para aparecer, se isso ocorrer.

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