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Comprei uma DSLR - e agora?

22/08/2009 às 19:34

Pode parecer uma pergunta sem sentido, mas notei que ela faz parte do cotidiano de vários fotógrafos que decidem trocar sua confortável câmera compacta pela primeira reflex. Isso me veio à mente com o comentário de uma amiga no Twitter (sim, finalmente me rendi a essa forma de blogar), que acabara de ganhar uma Pentax MZ e queria algumas dicas de como usar o equipamento. A primeira reflex é realmente muito complicada. Quase uma forma diferente de fotografar. Porém, existem algumas dicas básicas para que você domine o seu equipamento, e não o contrário.

A primeira coisa que tem que saber é que com as câmeras reflex não é aconselhável se utilizar do modo automático. Somente em emergências é que esse recurso deve ser usado. Não existe sentido em pagar uma grana alta em uma câmera com qualidade de imagem elevada se vai continuar a usar ela como se fosse uma compacta. O motivo não fica apenas por conta de não ter controle sobre os elementos básicos da câmera, mas vários dos recursos encontrados no menu do equipamento simplesmente ficam inacessíveis. Todos são usados com a configuração básica da fábrica, que garantem uma qualidade de imagem apenas mediana. Com todos os ajustes personalizados é possível melhorar em muito o desempenho de sua câmera. Para uma melhor compreensão de todos esses ajustes é obrigatório uma boa leitura do manual do equipamento.

Para o total controle das possibilidades de uso da câmera, existem quatro características que você deve entender. Velocidade do obturador, abertura do diafragma, sensibilidade ISO e distância focal. Essas coisas a gente aprende em qualquer manual ou curso básico de fotográfica. E se não aprende é porque o curso ou manual possuem baixa qualidade. Mas, existem outras coisas específicas das câmeras reflex que podem causar estranhamento ao usuário de primeira viagem. A primeira é a questão da lente. Ao contrário das câmeras compactas, que possuem uma lente que se adapta a várias situações, as câmeras reflex possuem diferentes tipos de lentes, que variam de qualidade e uso, como fotografia macro, por exemplo. Existem lentes com pequenas distâncias focais, lentes com grandes distâncias focais, lentes com zoom e lentes fixas (também chamadas de lentes prime). Os principais fatores que elevam o preço de uma lente, e que às vezes andam juntos, é a qualidade dos materiais usados na construção e a abertura máxima do diafragma. Lentes com abertura a partir de f/2.8 costumam ser muito caras. Muitos vão falar que a lente básica que acompanha o equipamento não presta, mas dentro de sua nova realidade, a qualidade delas vai deixar você muito satisfeito. Com o tempo é que surgem as necessidades de novas lentes.

Outra necessidade que surge é o uso de um flash externo. Já que agora você tem uma reflex e está começando a aprender e entender de fotografia, as fotos usando o flash da câmera vão começar a te irritar. Principalmente por conta da baixa potência e das sombras que vão se formar nas imagens. Logo vai haver a constatação de que um flash rebatido deixa a cena muito mais bonita. Existem diversos modelos e tipos de flash que podem ser usados. Os mais confortáveis são os que possuem leitura i-TTL. As regulagens e cálculos de abertura são feitos automaticamente. Porém, eles também são os mais caros. Existem os flash eletrônicos como o Vivitar 285hv. Mas, para serem operados necessitam de um pouco de conhecimento do fotógrafo, pois várias regulagens devem ser feitas manualmente. Porém, o preço deles é bem mais em conta.

Depois disso é só entender os modos pré-programados (esporte, macro e cena noturna) e os confortos dos modos semi-automáticos que, mesmo não sendo totalmente manuais, ainda mantém as configurações personalizadas dos menus. Estou falando do modo de prioridade de abertura (você escolhe a abertura do diafragma e a câmera decide a velocidade do obturador) e o modo de prioridade de velocidade (onde você escolhe a velocidade do obturador e a câmera decide a abertura do diafragma). Mas, uma coisa é certa. Depois de usar uma reflex, você nunca mais vai querer saber das limitações de uma compacta. E esse é um vício que tende somente a crescer.

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