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Cliff Bleszinski diz que faltou arriscarem com o Gears of War 4

O falar sobre o que achou do Gears of War 4, criador da série diz que o novo estúdio entregou aquilo o que os fãs queriam, mas que ficou faltando eles arriscarem mais.

15/03/2017 às 14:30

Uma coisa que sempre me fascinou é o que deve passar pela cabeça de alguém que criou uma franquia de sucesso e por um motivo ou por outro teve que deixá-la de lado. Imagino que não deve ser nada fácil para essas pessoas verem seus “filhos” tendo continuidade pelas mãos dos outros, mas esta é uma situação que acontece com relativa frequência.

Quem teve que passar por isso foi Cliff Bleszinski, que após sair da Epic Games sabia que cedo ou tarde alguém assumiria o controle da série Gears of War e embora isso já tivesse acontecido com o capítulo Judgment, os fãs provavelmente gostariam de saber o que o game designer achou do último capítulo, que em outubro passado chegou ao PC e ao Xbox One.

Pois ao conceder uma entrevista ao site Gamespot, CliffyB fez uma interessante analogia para explicar o que sentiu após jogar o Gears of War 4.

O que [Rod Fergusson, chefe da The Coalition] fez foi entregar aquilo o que as pessoas queriam. Ele fez o que J.J. Abrams fez com o Episódio VII. Assisti o Episódio VII cinco vezes. Ainda fico com os olhos marejados e empolgado, mas quando penso objetivamente sobre ele, penso que não há muito risco ali. Então espero que eles assumam um pouco mais de risco no futuro.

Como ainda não tive a oportunidade de jogar o Gears of War 4 (estou esperando que o preço da versão para PC tenha uma boa redução), não posso dizer se Bleszinski tem razão em sua crítica, mas ele não foi a primeira pessoa que vi reclamar do jogo. De qualquer forma, se o novo estúdio tiver conseguido entregar algo melhor do que aquilo que vi no Gears of War: Judgment, acho que já ficarei satisfeito.

E já que estamos falando de Cliff Bleszinski, gostaria de aproveitar para deixar aqui algo que ele falou sobre a realidade virtual, um trecho que chamou bastante minha atenção. Nele o americano comentou sobre como os HMDs tem nos permitido realizar um antigo sonho da humanidade. Veja:

A história que gosto de contar às pessoas é de quando joguei o Eagle Flight. Minha esposa estava em outra sala e eu estava apenas fazendo esses sons de crianças, como 'he-he-he-he-he-he'. Tirei o headset e ela disse, ‘Porque está tudo molhado?’ E eu, ‘porque isso me levou às lágrimas.’ Foi como se eu tivesse tido aquele sonho desde os seis anos, de voar como uma águia.

Diante de um depoimento assim, como podemos criticar uma tecnologia que pode ainda não ter mostrado a que veio, mas que é capaz de causar um sentimento tão bacana?

Fonte: Gamespot (1 e 2).

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