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A louca técnica aliada de resgate de planadores

Uma coisa temos que reconhecer: na Segunda Guerra era bem mais prático isso de pegar avião, não havia fila nem burocracia. Que o diga a técnica de recuperar planadores para transporte de vítimas. O avião-reboque sequer pousava!

29/12/2016 às 18:00

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Um grande problema nas invasões militares é que o inimigo não colabora. Aviões são ótimos para transportar com rapidez soldados e suprimentos, mas raras vezes o lado invadido oferece os aeroportos para os invasores.

No Desembarque da Normandia foi assim, então o jeito foi usar planadores. Lentos, baratos, eles transportavam tudo. Tropas, jipes, munição. Do Waco CG-4 foram feitas 14 mil unidades, cada uma capaz de levar 2 toneladas e pousar a meros 80 km/h.

Normalmente esses planadores, feitos de madeira, eram de uso único: um planador convencional sem motor precisa de uma pista e um avião para decolar, mas como helicópteros ainda estavam em fase altamente experimental, era preciso algum meio de recolher feridos graves sem ter acesso a um campo de pouso, e aí surgiu uma das idéias mais loucas da guerra.

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Um planador em boas condições em um campo relativamente plano seria preparado com uma espécie de varal preso a uma corda grossa. Um C-47 viria BEM baixo, com um gancho e capturaria o varal.

Um sistema de carretilha desenrolaria uma corda de 300 metros, mantendo tensão para puxar o planador, mas sem o tranco de ancorar um C-47 a mais de 1 t de peso morto, o que costuma derrubar aviões.

Para os passageiros seria gentil, a aceleração máxima era de 0,7 G.

O mais louco de tudo? Funcionou perfeitamente.


British Pathé — Glider Snatching (1949)

Fonte: War is Boring.

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