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Review: Prototype

23/07/2009 às 20:33

Salve salve Gamers do MeioBit. Aqui é Rodrigo “Rodmalkav” Lyrio debutando em posts aqui no MeioBit Games para falar de um dos jogos mas “kick ass” que joguei até agora nessa nova geração de consoles: Prototype.

Se você gosta de ação, exploração, história intrigante e não tem problemas com jogos violentos, continue lendo esse review.

História envolvente

O jogo começa numa Nova York infectada por um vírus que contaminou quase toda a população dali. Você controla Alex Mercer, um cara com a capacidade de moldar seu próprio corpo em diversas armas e força fora do comum. Você está no meio da guerra entre Exército e infectados e de cara sua primeira missão é limpar a parte da cidade onde você está.

Nesse ponto, você descobre que está no 18º dia após o início da infecção e começa a jogar o flashback dos passos de Alex Mercer até o ponto em que você começa no jogo.

Você acorda em uma espécie de necrotério e descobre que está sofrendo de amnésia. Logo, descobre que possuir diversos poderes graças a um vírus que garante a Alex habilidades sobre-humanas, incluindo a capacidade de absorver biomassa, habilidades e memórias dos inimigos mortos. Isso permite que Alex começe a juntar as peças do quebra-cabeça e vá em busca das pessoas responsáveis por sua mutação.

Mecânica do jogo

Prototype é um jogo no estilo “sandbox”. Você pode explorar a cidade de Nova York andando correndo pelas ruas, usando veículos militares ou no melhor estilo Spider-Man, já que Alex Mercer pode subir em prédios correndo pelas paredes, pular muito alto e ainda planar. Inicialmente você pode estranhar um pouco a jogabilidade. A movimentação do personagem não é tão natural quanto a de alguns jogos do gênero mas você se acostuma logo.

Para evoluir no jogo você deve completar as missões principais que aparecem no mapa a cada capítulo. Além disso, o jogo conta com várias outras missões e eventos a serem completados. Existem diversos tipos espalhados por toda a cidade entre eles os “Consume Events” onde você deve matar determinados alvos ou destruir as bases de militares ou infectados (dependendo do evento), os eventos “Kill” onde você deve, com uma arma pré-determinada pela missão, matar quantos inimigos você conseguir e, na minha opinião melhor de todos, os “War”, onde você ajuda militares ou infectados a aniquilar os rivais (acreditem, é muito bom), além de alguns outros tipos.

A maioria dos eventos te recompensa com medalhas de acordo com seu desempenho e com pontos (EP) para comprar novos poderes e habilidades, que fazem Alex ficar ainda mais badass.

À medida em que você evolui no jogo, a cidade começa a ficar dividida entre pontos controlados pelo Exército e pontos infectados pelo vírus. Enquanto no primeiro as ruas estão cheias de carros e pessoas andando, no segundo a população foi transformada em zumbis e vários outros monstros estão soltos. A parte interessante é que cada um desses pontos possuem uma espécia de base, tanto dos infectados quanto dos militares. Caso você as destrua, além da quantidade de EP monstruosa que você ganha, toda a influência daquela espécie some da área.

Dessa forma se você destruir um “Hive”, base dos infectados, todos os monstros daquela área morrem também.

Você pode destruir praticamente qualquer coisa na cidade. Carros, pessoas, paredes, árvores, quase tudo é esmagável. Isso é bom e ruim, já que ao mesmo tempo que não limita o “sandbox” a apenas exploração da cidade e visita a academias ou lojas de roupas, pode te fazer ficar o resto do dia apenas matando infectados, destruindo carros ou fugindo dos militares.

Fugindo (ou destruir, se preferir), aliás é uma das partes mais divertidas do jogo. No canto inferior da tela, você tem uma espécie de barra de atenção. Se você matar pessoas perto de militares ou atacar algum, essa barra vai aumentando até atingir o nível vermelho. Nessa hora, começa uma caçada frenética dos militares à você. Você pode tentar destruir todos eles ou então correr pela cidade tentando escapar dos tanques e helicópteros que te perseguem.

Poderes e Armamentos

A parte mais legal de Prototype. Você começa com duas garras (que eu gosto de chamar de Wolverine Mode) e pode comprar mais poderes a medida em que acumula pontos e evolui no jogo. Entre elas uma espécie de chicote, ideal para afastar mobs de inimigos. Além de armas, você pode comprar diversos upgrades defensivos como mais vida, saltos maiores e golpes variados, que adicionam uma dinâmica maior aos combates.

Além das armas “naturais”, você ainda pode usar todo um arsenal militar composto de metralhadoras, bazucas e veículos como tanques e helicópteros. O tanque relembra a única coisa que presta em GTA: passear pela cidade esmagando coisas.

O health aliás é um item interessante no jogo. Para aumentá-lo, você deve consumir inimigos (ou mesmo pedestres) na rua. Personagens diferentes dão volumes de vida diferentes. Você tem um nível normal de vida e um “extra” chamado de Critical Mass. Nesse estágio, sua barra de heath fica azul e permite que você solte especiais devastadores. Destruição pura \o/.

Outro ponto interessante do jogo é descobrir a história. Além das revelações feitas a cada missão principal completada, você ainda pode consumir cientistas e militares identificados no mapa. Cada vez que você consome um desses, você absorve suas memórias e ganha mais um pedaço da Web of Intrigue, uma rede de neurônios conectadas que te ajuda a descobrir a verdadeira história de Alex Mercer e da infecção de NY.

Resumindo…

Dori cantou a pedra, a crítica gostou e Prototype, parafraseando o Afonso, é o jogo mais legal para destruir coisas que já joguei. A Radical Entertainment vem com um ótimo título, que chegou como uma ótima opção de jogo de ação, graficamente bonito e que provavelmente vai te entreter por muitas (boas) horas.

Dados do Jogo

Produtora: Radical Entertainment
Publisher: Activision
Plataformas: Xbox 360, Playstation 3, PC
Gênero: Ação

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