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E adolescentes africanas têm um programa espacial melhor do que o nosso

Ano que vem sobe o primeiro satélite de uma empresa privada africana. Será um cubesat projetado e construído por um grupo de meninas adolescentes da África do Sul, em um projeto de incentivo para a área de STEM.

29/11/2016 às 7:32

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15 anos depois do acidente de Alcântara o Brasil só faz chorar pitangas, usando a explosão para justificar nossa própria incompetência, sendo que a realidade é simples: o Brasileiro Odeia Ciência. Qualquer iniciativa aqui é esmagada a ponto de sair gosminha amarela do lado das idéias. Felizmente para a Humanidade nem todo lugar é assim.

O continente africano como um todo não é nenhuma maravilha, mas eles sabem disso e estão correndo atrás. Sabem que só conseguirão prosperidade e crescimento investindo em Ciência e Tecnologia, e esse investimento começa com educação básica.

É importante fomentar o interesse em STEM — a clássica sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Esse incentivo vem de várias formas, uma delas está sendo feita pela MEDO — Meta Economic Development Organisation, uma ONG sul-africana que fomenta pequenos negócios, e agora resolveu investir em educação.

O projeto envolve meninas sul-africanas, mas será ampliado para vários outros países da região. Eles compraram um cubesat padrão, e engenheiros espaciais estão treinando as adolescentes para que em cima do chassis construam os sistemas de monitoramento e transmissão de dados.

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A África do Sul tem grandes problemas com queimadas e incêndios florestais (ou savanais, sei lá). Elas decidiram que seria útil construir um satélite com uma câmera térmica para identificar focos de incêndio, e estão trabalhando nisso.

O satélite sobe em março de 2017, será o primeiro satélite africano lançado por uma empresa privada.


MEDO Space Prep: Launch Edition from Carla de Klerk

As meninas não só estão levando a sério o projeto como várias já falaram que querem seguir carreira e se tornarem astronautas. Sonho distante? Nem um pouco, elas não são brasileiras.

Fonte: CNN.

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