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Empresa cria Gaiola de Faraday para chatos que querem ser o centro das atenções

Aquele mimimi de que internet isola as pessoas voltou, deve ser sexta-feira. Agora a “solução” é um equipamento, essencialmente uma Gaiola de Faraday que bloquearia seu celular enquanto você estivesse numa mesa de bar. Péssima idéia ou incrivelmente péssima idéia?

18/11/2016 às 9:00

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Existia um tempo, antes da invenção do Fogo onde as pessoas se sentavam para almoçar juntas sem celulares. Era comum em bares o sujeito que não tinha papo e ficava calado, os silêncios constrangedores quando ninguém tinha o que falar, e os chatos contadores de história que você era obrigado a fingir que ouvia.

Com a chegada dos celulares é possível fugir dessa gente, mas os puristas dessa Idade das Trevas, incapazes de entender que os jovens de hoje são perfeitamente hábeis para acompanhar uma conversa E olhar ao mesmo tempo para uma tela, acham que a tecnologia matou a conversa.

Inventam jogos e “brincadeiras” tipo empilhar os telefones, fazem de tudo para que sua chatice seja o centro das atenções. Não entendem que se a conversa estiver melhor que a internet a gente só vai olhar o celular de vez em quando.

A maior bobagem relativa a isso acaba de ser lançada. É uma bobagem chamada Block (nunca pensaram que eu escreveria essa frase né?) e é essencialmente uma Gaiola de Faraday, um dispositivo que bloqueia campos eletromagnéticos, impedindo que as ondas de rádio cheguem ao celular, assim você não será contactado então não terá desculpa para ficar olhando. É isto aqui:

block

Temos um… — ok, vários problemas.

Primeiro de tudo: quem usa celular pra falar hoje em dia? Não vai ser pra falar que a gente vai ficar futucando o aparelho. Redes sociais são mão-dupla, o sujeito quer tanto ler quanto postar, mesmo que seja uma foto do bolinho de bacalhau.

Segundo: como a coisa é voluntária, os que não colocarem o celular no tal pote ou serão discriminados ou invejados. Climão garantido.

Terceiro: QUEM será o encarregado de levar o potão pro bar? Ou esperam que o estabelecimento tenha um em cada mesa?

Quarto: celulares fazem um gerenciamento quase mágico de energia. A potência de transmissão é inversamente proporcional ao sinal da Estação Rádio-Base. Ele tenta contato na menor potência possível, se não conseguir aumenta um pouco, até FULL POWER. Por isso devemos colocar o aparelho em modo avião no avião, ele tenta conectar a antena, não consegue, fica transmitindo desesperado em potência máxima e acaba com a bateria.

Uma gaiola de Faraday fará seu aparelho morrer em menos de 1 h.

Tem também o problema de que o pessoal fatalmente vai esquecer o celular dentro do negócio.

A cereja do bolo, claro, é o preço. O negócio está sendo proposto (claro que é Kickstarter esse tipo de idéia genial sempre é) por… US$ 105,00.

Aí eu pergunto: por que CATZO, se as pessoas estão dispostas a usar o tal aparelho, elas não colocam o aparelho em modo avião e guardam no bolso, em vez de jogar dinheiro fora?

Fonte: Tech Crunch.

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