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Hammerfall — Built to Last

O Hammerfall chega com seu décimo disco fazendo aquilo que sempre fez: metal épico melódico. Tudo o que os fãs querem.

17/11/2016 às 10:30

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O ano era 1997. Tudo era muito diferente do que temos hoje. As pessoas ainda compravam revistas para se informar. Música se encontrava em lojas de CD. E ainda existia a maluquice de você poder alugar um CD de música para ouvir em casa. Foi a conjunção de vários destes fatores que me levou a conhecer a banda Hammerfall. A banda veio da Suécia e a primeira vez que vi algo sobre eles foi na finada revista Rock Brigade. A reportagem era clara: o Hammerfall era uma saudável mistura entre Helloween e Manowar. Essa frase já me conquistou.

O próximo passo foi encontrar o primeiro disco da banda, Glory to the Brave, na locadora de CDs da cidade. Levei para casa e me tornei fã absoluto. Porém, a revista foi muito econômica em sua análise. No caldo sonoro que é a música do Hammerfall também encontramos muito de Accept e Judas Priest. Ou seja, nada original, mas muito divertido.

Já se foram quase 20 anos desde esse primeiro contato e agora o Hammerfall está lançando o seu 10º álbum de estúdio (uma média saudável de 1 álbum a cada 2 anos) que chegou às lojas no dia 6 de novembro. O que esperar do disco? Música épica, guitarras rasgadas, refrões grudentos, testosterona, couro, metal e aquela vontade de brandir sua espada contra o inimigo. Ou seja, zero de originalidade, mas é isso o que nós queremos mesmo.

Built to Last não é o momento mais inspirado do Hammerfall (a banda é conhecida por altos e baixos em sua capacidade criativa), mas também não é o pior que eles já fizeram. Segundo alguns críticos, desde 2008, a banda vem entregando músicas sem muita criatividade e com construção melódica pobre. Isso se deve, segundo as opiniões, à saída do guitarrista Stefan Elmgren. Ele seria o responsável pelas melhores construções da guitarra da banda. Sou obrigado a concordar com essa análise.

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O disco começa com a pancadaria de Bring It! que vai ficar muito bacana ao vivo. Logo depois passamos para Hammer High que já virou vídeo clipe e traz uma introdução de bateria que nos lembra de cara a versão de Over the Hills and Far Away do Nightwish. A música é um hino de batalha com coros e refrão grudento. Já faz parte das melhores músicas da banda. O disco segue com a mesma fórmula já consagrada e temos outros bons momentos com The Sacred Vow (refrão matador), Dethrone and Defy (que vai grudar em sua cabeça), e não podia faltar a balada melacueca Twilight Princess. A faixa título, Built to Last, é praticamente uma volta ao passado com uma pegada que lembra muito a sonoridade dos primeiros discos da banda. O disco termina com Second to None, uma composição forte e bem impactante.

O Hammerfall, atualmente, é formado por Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak (guitarra), Pontus Norgren (guitarra), Fredrik Larsson (baixo) e Davis Wallin (bateria). Built to Last já está a venda em todo o mundo, é o primeiro álbum do grupo pela gravadora Napalm Records e você pode achar o CD no Mercado Livre por R$ 35,00 (em média).

Vale a pena? Sim, claro. Indicação certeira se você já é fã da banda. Se você nunca ouviu, vale a pena dar uma olhadinha. Principalmente se é apreciador da sonoridade do Metal da década de 80.


Hammerfall - Hammer High (Official Video) | Napalm Records

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