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Criador fala sobre o passado e o futuro da série Yakuza

Toshihiro Nagoshi falou sobre as incertezas em relação ao sucesso da série Yakuza e sobre como as tecnologias atuais tem permitido que os desenvolvedores criem os jogos que quiserem.

19/09/2016 às 13:00

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Prestes a receber seu sexto capítulo e tendo se tornado uma das franquias mais adorada do público japonês, a série Yakuza hoje pode ser considerada uma enorme sucesso, mas de acordo com Toshihiro Nagoshi, nunca houve entre a equipe a certeza de que ela daria certo.

Não tínhamos ideia se o primeiro jogo poderia ser um hit e então quando estávamos fazendo o segundo, foi justamente no fim do ciclo do PS2 e não tínhamos certeza ainda se o PS3 poderia ser um sucesso. Nós sempre ficamos felizes por os jogos venderem bem e isso motiva a equipe, mas ao longo desses 10 anos ou mais, sempre ficamos ansiosos sobre se haverá um próximo jogo. Nós enfrentamos uma constante incerteza.

O criador da série Yakuza falou também sobre a queda nas vendas dos jogo japoneses no ocidente e que por isso os desenvolvedores locais precisam fazer o melhor que puderem, mesmo porque um ocidental dificilmente conseguiria criar algo tão característico da cultura japonesa, como um jogo baseado na máfia daquele país.

Já em relação a o que podemos esperar dos próximos jogos, Nagoshi fez um paralelo com a época em que trabalhou na criação do fliperama G-LOC: Air Battle e disse que devido as tecnologias existentes hoje, os jogos podem ser feitos da maneira que eles quisrem.

Houve muitas grandes mudanças desde então e os jogos mudaram em conjunto com uma sociedade mais ampla. Por exemplo, o nascimento da internet trouxe uma grande mudança, assim como o nascimento dos celulares. De volta a aquele tempo, a evolução na indústria girava em torno de melhorias no hardware e na programação, mas hoje a evolução nos dispositivos em geral está guiando a evolução na indústria de games…

Com coisas como a realidade virtual e a tecnologia de sensores, nós na Sega olhamos para todos esses anúncios, averiguamos novas tecnologias e para ser honesto, se você puder apenas ignorar o custo, não existe praticamente nada que não possamos fazer no momento.

Essa liberdade de criação é um ponto interessante, já que devido a sua formação na sétima arte, Toshihiro Nagoshi sempre tentou passar um ar mais cinematográfico em seus jogos, algo que por muito tempo foi bastante complicado, mas ele sabia que um dia a indústria chegaria num ponto em que seria mais acessível alcançar esse nível.

Como nunca joguei um Yakuza, não posso dizer se o game designer conseguiu se aproximar desse objetivo, mas sei que vários outros souberam aproveitar o avanço tecnológico por qual tem passado os games e mesmo sem ainda termos gráficos foto-realistas, existem muitos títulos por aí que em vários aspectos não ficam devendo nada à grandes produções de Hollywood.

Fonte: IGN (1 e 2).

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