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Boeing quer combater fogo com fogo. De artilharia.

Como você combateria um incêndio florestal? Ok, com o Capitão Planeta, mas e sem ele? A Boeing quer usar… canhões.

26/08/2016 às 22:03

Dora, o maior canhão em operação na 2ª Guerra. 1.350 toneladas, 47,3 m de comprimento, calibre de 80 cm. Disparada projéteis de 7 toneladas a 47 km de distância, e sim, o Japão é um lugar estranho.

Dizem que pilotar aviões no Alaska é perigoso. Quem fala isso nunca foi piloto de combate a fogo. São as piores condições possíveis, estress extremo na estrutura do avião, mudança de peso súbita, calor infernal e correntes de convecção monstruosas e imprevisíveis. E agora idiotas com drones estão voando perto demais de aviões de combate a incêndio.

No solo também não é nada fácil, bombeiros em florestas morrem muito mais que bombeiros urbanos. Uma hora você está atacando um foco de incêndio, na outra o vento mudou, o fogo te cercou e as árvores começam a explodir.

A Boeing patenteou uma solução para isso que é a solução para quase todos os problemas: armas!

cabum

A patente registra uma carga de artilharia que em vez de explosivo leva uma carga de retardante de chama. Um temporizador e uma carga explosiva detonariam a ogiva sobre o alvo, e a substância seria espalhada. O projétil cairia na floresta e seria degradado naturalmente, por ser em quase sua totalidade feito de metal.

Claro que um único canhão não chega aos pés de um avião, que se for dos grandes leva 25.000 litros em cada viagem, mas isso costuma demorar, você precisa de um aeroporto grande pros 707s convertidos e custa caro, muito caro.

Já um projétil para obus de 155 mm custa US$ 333. E provavelmente fica mais barato ainda, pois retardante de chama é mais barato que explosivo. O fato de cada projétil só levar uns 7 kg de retardante não é tão preocupante pois, ao contrário de Ruby, artilharia escala e muito bem.

O Popular Science fez as contas: em 3 horas uma bateria de 12 armas despeja a mesma quantidade de retardante que um avião dos grandes, e dificilmente um avião consegue fazer 2 vôos desses em 3 horas.

Como os EUA tem aproximadamente 1.000 obuses M777, seria fácil mobilizar uma boa quantidade para combater incêndios, além de ser excelente treino, mas sejamos realistas: meninos detestam emprestar seus brinquedos, não vai acontecer. O custo inicial do projeto vai assustar as agências já sem verba suficiente, e os obuses vão continuar em sua missão principal: estragar o dia do Achmed.

Fonte: Popular Science.

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