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Essa os mano aprova: um drone pra caçar as mina

Minas terrestres são armas terríveis e cruéis, agora arrumaram um inimigo capaz: drones. Um sujeito está com um projeto onde será automatizada a busca e identificação de minas, com direito a manobra de eliminação, sem intervenção humana (próxima).

15/08/2016 às 10:30

Land-mine

Minas terrestres estão entre as armas mais cruéis já inventadas. São baratas, fáceis de instalar e a simples menção de sua existência já interfere com o inimigo. Elas são as preferidas das guerrinhas sujas entre países miseráveis, e são prontamente esquecidas quando a guerrinha da vez acaba, dando lugar a um novo conflito. Anos depois elas são encontradas por animais, crianças e inocentes em geral.

Em 1997 o Tratado de Otawa proibiu venda, fabricação e uso de minas terrestres, e a destruição dos estoques existentes mas é um tratador irrelevante, visto que EUA, Rússia, China, Cuba, Melhor Coréia, Irã e Índia (entre outros) não o assinaram.

A ONU estima um total de 110 milhões de minas terrestres espalhadas pelo mundo, matando 800 pessoas por mês. O custo individual varia entre US$ 3 e US$ 10. Para identificar e desarmar cada uma gasta-se uns US$ 1.000,00.

Massoud Hassani quer ajudar a resolver isso, usando drones. O projeto, em fase de captação no Kickstarter, conseguiu 136 mil euros dos 70 mil almejados. A idéia é mapear em 3D as regiões com suspeitas de minas, usar reconhecimento de imagem para identificar pontos suspeitos, com alterações no terreno que costumam identificar minas, e em seguida com um detector de metais confirmar a existência da mina.

Aí o drone fará outro vôo, posicionando uma carga explosiva em cima da mina, e ela será detonada com segurança.


Mine Kafon Drone by Massoud Hassani

Se a iniciativa funcionar, ela pode ser replicada: cada drone custará entre US$ 1.000 e US$ 5.000, muito mais barato do que o treinamento extensivo de profissionais especializados, sem falar nos riscos inerentes ao processo.

Claro, seria muito mais fácil mandar estagiários procurar as minas, mas até eles cumprirem sua função tem toda aquela problemática de ter que alimentar e dar abrigo…

Fonte: Fast Company.

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