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Precisamos falar sobre os relançamentos de games

Fãs ficam indignados com os muitos problemas presentes nas novas versões do Marvel: Ultimate Alliance e relançamento evidência a falta de cuidado das empresas com remasterizações.

28/07/2016 às 10:00

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Lançar versões remasterizadas ou totalmente refeitas de jogos antigos não é algo novo. A estratégia passou a ser usada principalmente na geração passada e ganhou muita força na atual, mas com a chegada do Marvel: Ultimate Alliance essa semana, acho que a indústria enfim se aproximou muito de passar do limite.

Apesar de a aparição dos dois jogos da série terem empolgado os fãs dos quadrinhos, os problemas começaram quando a Activision definiu o preço que seria cobrado, sendo US$ 40 por um deles e US$ 60 por ambos. Porém, a decepção maior aconteceu quando os compradores perceberam que praticamente nada foi mudado em relação as versões que haviam sido lançadas para o PlayStation 3 e Xbox 360.

Além de poucas melhorias na parte visual, muitas pessoas estão reclamando da ausência no PC e no PlayStation 4 de muitos personagens que foram vendidos como DLC e a possível explicação para isso seria um contrato de exclusividade que a Microsoft fez na geração passada. Porém, será que esse impedimento ainda valeria hoje em dia?

A verdade é que quando falamos das versões dos jogos para os computadores, a situação é muito mais complicada do que apenas a falta de alguns heróis. Até por se tratar de um jogo com visão isométrica, era de se imaginar que muitos gostariam de aproveitá-lo com teclado e mouse e embora a dupla esteja disponível, utilizá-la está longe de ser o ideal.

Acontecesse que os títulos não nos permitem modificar as teclas a serem utilizadas e algumas pessoas ainda estão relatando um atraso nas repostas quando tentam jogar dessa maneira. Então, antes que alguém argumente que se trata de jogos desenvolvidos inicialmente para consoles e que por isso seriam melhores se jogados com controles, saiba que muitos estão reclamando que nem com um gamepad elas estão conseguindo aproveitar os games, com os mais diversos problemas sendo descritos.

Diante de tantos defeitos, é óbvio que tanto o Marvel: Ultimate Alliance quanto o Marvel: Ultimate Alliance 2 estão sendo massacrados nas suas respectivas avaliações no Steam e de jogos que até outro dia eu cogitei comprar novamente na esperança de ter uma experiência mais atual e por poder jogar com meus amigos, eles se tornaram produtos que não quero nem passar perto.

Contudo, o que realmente preocupa nessa história é que esses estão longe de serem casos isolados, já que nos últimos meses temos visto muitos relançamentos sofrerem com versões de péssima qualidade e se antes eu achava que tais relançamentos não passavam de meros caçaniqueis, agora já começo a encará-los como verdadeiros roubos.

A própria Activision já foi atacada por pouco investir na melhora de títulos como o Prototype e o Deadpool, mas os exemplos de trabalhos no máximo medianos são muitos, indo desde o State of Decay até o Darksiders II, títulos cujos relançamentos foram criticados justamente por cobrarem caro por remasterizações que pouco evoluíram.

No caso do Steam, felizmente contamos com a possibilidade de pedir o reembolso por obras que consideremos mal-intencionadas, mas o caso desses Marvel Ultimate Alliances serve para nos mostrar que é preciso tomar cuidado e se você valoriza o seu dinheiro, talvez seja uma boa ideia pensar duas vezes antes de pagar caro por um trabalho tão porco quanto o feito nesses títulos.

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